Nova operação contra grampos ilegais no governo Bolsonaro

Abin entrada DF Misto Brasília
Entrada da agência de inteligência do governo brasileiro/Arquivo/Divulgação

O grupo é investigado por monitorar ilegalmente autoridades públicas e à produção de notícias falsas

Por Misto Brasil – DF

Cinco pessoas estão sendo procuradas neste momento pela Polícia Federal na quarta fase da Operação Última Milha. A autorização é do Supremo Tribunal Federal para investigar a chamada “Abin paralela”.

O grupo é investigado por monitorar ilegalmente autoridades públicas e à produção de notícias falsas. Era utilizado um sistema de grampo da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A organização criminosa também acessou ilegalmente computadores, aparelhos de telefonia e infraestrutura de telecomunicações para monitorar pessoas e agentes públicos.

Os nomes dos investigados ainda não foram divulgados pela PF, que cumpre os mandados de prisão e sete mandados de busca e apreensão em Brasília, Curitiba, Salvador, São Paulo e Juiz de Fora(MG).

A mídia informou que entre os investigados estão um policial federal e um policial militar, além de influenciadores digitais que trabalhavam no chamado “gabinete do ódio”.

De acordo com a Polícia Federal, nesta fase, as investigações revelaram que membros dos três poderes e jornalistas foram alvos de ações do grupo, incluindo a criação de perfis falsos e a divulgação de informações sabidamente falsas.

Os investigados podem responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, interceptação clandestina de comunicações e invasão de dispositivo informático alheio.

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