Mitos e verdades sobre a eficácia das vacinas

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A vacina é importante para manter a imunidade e evitar doenças/Arquivo/Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A desinformação é uma grande ameaça à saúde pública e ao progresso da erradicação de doenças infecciosas

Por Misto Brasil – DF

A proteção começa nos primeiros dias de vida e contempla as necessidades de todas as faixas etárias. O Brasil possui uma das mais completas políticas de vacinação, seguindo o escopo do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Um dos grandes desafios enfrentados é desmistificar os mitos criados e alimentados pelas fake news.

“A desinformação é uma grande ameaça à saúde pública e ao progresso da erradicação de doenças infecciosas”, observa o cardiologias Fábio Argenta sócio-fundador e diretor médico da Saúde Livre Vacinas.

Ele apontou alguns dos principais mitos e as verdades sobre as vacinas que inundaram as redes sociais.

O que é verdade e o que é mentira sobre vacinas

Vacinas causam autismo. Mito – Essa informação errada começou a circular em meados de 1998, sugerindo que uma ligação entre a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e o autismo.

O estudo foi desacreditado e retirado pela própria revista que o publicou. Pesquisas realizadas posteriormente, incluindo um estudo realizado em 2019 e publicado no Annals of Internal Medicine, que analisou 650 mil crianças e não encontraram nenhuma associação entre a vacina e o autismo.

Vacinas protegem a comunidade. Verdade – “Um estudo publicado no Journal of Infectious Diseases, em 2020, destaca a importância da vacinação de rebanho na prevenção de surtos, isso acontece porque a imunização não só protege quem recebeu a vacina, mas também ajuda a proteger toda a comunidade”, comenta Argenta.

Vacinas contém ingredientes perigosos. Mito – O timerosal (conservante que contém mercúrio) foi removido ou reduzido nos imunizantes infantis desde o final dos anos 1990, e estudos mostram que a quantidade de alumínio é segura.

A Food and Drug Administration (FDA) e o Centers for Disease Control and Prevention (CDC) afirmam que os compostos usados são seguros e bem estudados.

Vacinas salvam vidas. Verdade – De acordo com a OMS, as vacinas previnem entre 2 a 3 milhões de mortes por ano. Doenças como difteria, tétano, coqueluche e sarampo são controladas de maneira eficaz graças à vacinação em massa.

“Estudos mostram que a vacinação infantil pode reduzir a mortalidade em até 90% em regiões com alta cobertura vacinal”, comenta o especialista.

As vacinas não são necessárias porque algumas doenças foram erradicadas. Mito – A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que a interrupção da vacinação pode levar ao retorno de algumas doenças.

A poliomielite, por exemplo, ainda não foi completamente erradicada e pode ressurgir se a cobertura vacinal continuar a cair.

As vacinas são seguras e testadas rigorosamente. Verdade – As vacinas passam por extensos testes em ensaios clínicos para garantir a segurança e eficácia.

Após a aprovação de cada imunizante, elas continuam sendo monitoradas por meio de sistemas de vigilância para identificar quaisquer efeitos adversos raros, o que garante a segurança para a população.

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