Maior eleição do México neste domingo deve eleger uma mulher

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Claudia Sheinbaum esteve na frente dos indicadores para as eleições presidenciais/Reprodução X

A líder nas pesquisas é Claudia Sheinbaum. Além da presidência, serão eleitos 128 senadores e 500 deputados e sete governadores

Por Misto Brasil – DF

O México realiza neste domingo (02) aquela que é considerada a maior eleição de sua história. Além de estar perto de eleger a primeira presidente mulher a ocupar o Palácio Nacional – a ex-prefeita da Cidade do México, Claudia Sheinbaum, e a ex-senadora Xóchitl Gálvez lideram as pesquisas – há mais de 20 mil cargos em disputa, incluindo alguns importantes governos estaduais.

A líder nas pesquisas é Claudia Sheinbaum, da coalizão governista Vamos Continuar Fazendo História – com Morena, o Partido Verde e o Partido Trabalhista.

A candidata que tem aparecido na segunda posição nos levantamentos de intenção de votos é Xóchitl Gálvez, da coligação de oposição Força e Coração pelo México – formada pelos partidos PRD, PRI e PAN – de centro-esquerda, centro-direita e direita.

O outro concorrente é o ex-deputado Jorge Álvarez Máynez, um político pouco conhecido do Movimento Cidadão.

Conforme destacou recentemente o Centro Estratégico Latinoamericano de Geopolítica (Celag), o que está em jogo hoje é a manutenção e talvez até a ampliação do bloco hegemônico do partido Morena, liderado pelo presidente Andrés Manuel López Obrador, conhecido popularmente como AMLO.

Além da vantagem que as pesquisa dão a Claudia Sheinbaum, sua candidata, o Morena governa atualmente 20% dos municípios, 66% dos Estados e tem maioria em deputados e senadores.

Em levantamentos sobre popularidade, AMLO tem oscilado entre altos 58% a 65% nos níveis de aprovação. Muito disso está ligado à forma pragmática de governar, pela qual continua a manter boas relações comerciais e econômicas com os Estados Unidos, sem deixar de lado convicções humanistas e o investimento em políticas sociais. Um desafio interno, no entanto, continua a ser a violência praticada pelos cartéis de narcotráfico.

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Comício realizado antes das eleições gerais do México na Cidade do México/Reprodução vídeo

Conforme dados do Instituto Nacional Eleitoral (INE), os mexicanos vão escolher o presidente, 128 senadores e 500 deputados, além de sete governadores (dos estados de Chiapas, Cidade do México, Guanajuato, Jalisco, Morelos, Puebla e Yucatán). No total, estão em  disputa mais de 20 mil cargos na administração pública, incluindo os representantes dos congressos locais e prefeitos.

Quase 98 milhões de pessoas estão aptas a votar, o que representa um aumento de 9 milhões de cidadãos face às últimas eleições de 2018. Dois terços dos deputados são definidos pelo princípio da maioria relativa dos votos e o restante pelo critério de proporcionalidade.

No senado, 50% são pela maioria, 25% por proporcionalidade e 25% para a primeira minoria (referente ao partido que tenha o segundo lugar em número de votos).

Segundo dados da OCDE, espera-se um crescimento econômico de 2,5% para o México em 2024 e de 2,1% em 2025. Embora estes números pareçam positivos, podem não ser suficientes para o que o país necessita.

Estima-se que o crescimento que o país precise para poder proporcionar bem-estar à sua população seja, em média, de 4,5% do produto interno bruto (PIB) ano após ano.

Um estudo da Ernst&Young diz que o país tem diversos desafios estruturais que precisam ser enfrentados, tais como a produtividade relativamente baixa, um infraestrutura ainda precárias e lacunas no talento técnico profissional.

O México terá de enfrentar a necessidade de uma melhor relação entre impostos e PIB. Segundo a OCDE, o país tem a menor relação impostos-PIB entre os países membros da organização.

Um calcanhar de Aquiles não só da atual gestão de AMLO como de seus antecessores é a extrema violência praticada pelos cartéis de narcotraficantes, muitas vezes voltada contra o poder político.

Os grupos do crime organizado praticam cada vez mais extorsão e tráfico de drogas. O comércio de opiáceos como o fentanil substituiu nos últimos anos os mercados da marijuana e da heroína vendidas aos Estados Unidos. (Texto do Infomoney)

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