Força-tarefa para conter derramamento químico no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro rio poluído por despejo químico Misto Brasil
Equipe percorre o rio para verificar pontos de poluição química/Reprodução vídeo

O vazamento foi quarta-feira pela manhã e está afetando quase 2 milhões de pessoas que utilizam o sistem Imuna-Laranjal

Por Douglas Corrêa – RJ

A força-tarefa criada para definir medidas que viabilizem a retomada da produção de água no Sistema Imunana-Laranjal, paralisado há mais de 48 horas, devido à contaminação do manancial por tolueno ainda não conseguiu normalizar o abastecimento de água nos cinco municípios afetados.

O plano de ação criado para conter o derramamento do composto químico no Rio Guapiaçu, em Guapimirim, que atingiu cinco cidades: Niterói,

O vazamento foi detectado na quarta-feira (03) pela manhã e está afetando quase 2 milhões de pessoas.

De acordo com uma nota da CedaeRJ, “o Sistema Imunana-Laranjal voltou a captar e tratar água às 22h42 desta sexta-feira (05). A operação havia sido interrompida na manhã de quarta-feira (03), após a identificação da substância química tolueno no canal de Imunana, onde é feita a captação de água”.

São Gonçalo, parte de Maricá, Itaboraí e a Ilha de Paquetá envolve as secretarias de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, da Polícia Civil, da Polícia Militar, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a Cedae, a Petrobras e as concessionárias Águas do Brasil e Águas do Rio.

O secretário estadual de Meio Ambiente, Bernardo Rossi, disse que “estamos unindo esforços para encontrar uma solução conjunta, com a contribuição de cada instituição. Nosso objetivo é normalizar a distribuição de água o mais rápido possível”, avaliou.

A Petrobras, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) cederam maquinário para realizar a sucção do poluente que está contaminando a água dos rios.

A Petrobras e a Transpetro se comprometeram a disponibilizar equipamentos como barreiras de contenção para recolher óleo e mantas absorventes. A Cedae já instalou barreira num canal onde foi constatada a contaminação, o que reduziu o índice de tolueno na água.

Técnicos avaliaram que será necessário fechar o acesso de um segundo canal onde também há indício de derramamento do produto.

Bernardo Rossi disse que é importante a revisão das licenças de utilização de tolueno, assim como a identificação da responsabilidade sobre o terreno no entorno do rio, em Guapimirim.

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