Alemanha tem crescimento menor que Itália, Espanha, Portugal e Grécia

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Olaf Scholz na frente de uma turbina utilizada para produção de energia/Arquivo/Reprodução/DW

Análise indica que a esconomia da Alemanha quase não cresceu e que os países do sul da Europa se recuperaram com o turismo

Por Misto Brasil – DF

De acordo com o Financial Times (FT), as quatro maiores economias do sul da Europa superaram a Alemanha em cerca de 5% desde 2017, destacando a recuperação em duas velocidades da região.

Itália, Espanha, Portugal e Grécia acrescentaram coletivamente mais de € 200 bilhões (cerca de R$ 1 trilhão) ao produto interno bruto (PIB) – mais do que toda a economia portuguesa – em termos ajustados aos preços ao longo dos últimos seis anos.

O PIB da Alemanha cresceu apenas € 85 bilhões (aproximadamente R$ 463,6 bilhões), de acordo com uma análise realizada pela consultoria Capital Economics encomendada pelo FT.

Desde 2020, quando o mundo teve de enfrentar a pandemia de Covid-19, a economia da Alemanha quase não cresceu.

Isso se deve a uma forte desaceleração no seu vasto setor industrial potencializado pelo aumento dos custos de energia causados pelas sanções ocidentais ao fornecimento de energia russo desde o início da operação militar especial na Ucrânia.

Em contraste, os países do sul da Europa foram impulsionados por uma recuperação do turismo após o levantamento das restrições pandêmicas, bem como pela sua menor exposição à recessão industrial e à perda de gás russo barato.

Para além disso, outras análises indicam que os países do norte do bloco perderam competitividade em termos de custos trabalhistas — ante a pressão salarial que deve acompanhar os índices inflacionários — e em função do acesso às linhas de crédito para reformas estruturais dos países do sul.

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