Distrito Federal começa nesta sexta-feira plano para moradores de rua

Morador de rua cachorro Misto Brasília
Morador de rua e seu cachorro dormem na calçada/Arquivo/Instituto Toós da Teté

Começa pelo Centro Pop, onde há uma concentração de barracas. O objetivo não é a desobstrução de áreas públicas, mas de acolhimento

Por Misto Brasil – DF

O governo do Distrito Federal começa nesta sexta-feira (15), um plano de ação voltado para as pessoas em situação de rua. A primeira operaçào começa pelo Centro Pop na 703/903 Asa Sul, onde foram montadas 24 barracas e habitações precárias.

Num levantamento realizado em novembro do ano passado, foram identificados 74 pontos de concentração de moradias precárias. Há na capital cerca de duas mil pessoas nessa situação e cerca de 700 estão no Plano Piloto.

Um novo censo está previsto para ser realizado em novembro com o objetivo de comparar os dados entre antes e depois do plano que começa agora.

O Distrito Federal possui 11 casas de passagem que serão mobilizadas para receber as pessoas. Há em andamento um edital para ampliar para duas mil vagas.

O plano envolve oito pontos centrais: assistência social, saúde, cidadania e cultura, educação, ações institucionais de zeladoria, renda e produção de dados e divulgação. A Secretaria DF Legal vai desmobilizar os pontos de mendicância.

O planejamento do “Plano distrital de acolhimento das pessoas em situação de rua” foi apresentado aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Luis Roberto Barroso.

Eles determinaram soluções para esse grave problema social que ocorre todo o país. O Distrito Federal é a primeira unidade da federação que atende a essa determinação.

No final da manhã de hoje (14), esse plano foi apresentado à Imprensa pelos gestores, capitaneado pelo secretário da Casa Civil. Gustavo Rocha. Ele disse que não é um plano de remoção, mas de acolhimento dessas pessoas.

De acordo com o secretário, diversos órgãos distritais foram mobilizados para este trabalho que será ajustado. O planejamento contou com a participação de entidades da sociedade civil, do Ministério Público, da Defensoria Pública e de representantes da Câmara Legislativa.

O plano não foi divulgado em sua totalidade, porque o Ministério Público ficou de formalizar as sugestões até o dia 22.

De acordo com o governo, a solução para os moradores em situação de rua não é simples, porque envolve até mesmo os animais de estimação dessas pessoas.

 

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