Documento que defendia estado de sítio é encontrado na sede do PL

Polícia Federal PF sede Misto Brasília
Sede da Polícia Federal em Brasília, no início da Asa Norte/Arquivo/Agência Brasil

Foi durante a operação desta quinta-feira, em que até o ex-presidente Jair Bolsonaro foi um dos alvos por determinação do Supremo

Por Misto Brasil – DF

Um documento defendendo a decretação de estado de sítio e garantia da lei e da ordem no Brasil foi encontrado nesta quinta-feira (8), na sede do Partido Liberal (PL), em Brasília, durante busca e apreensão da Polícia Federal (PF).

De acordo com a publicação do blog da jornalista Natuza Nery, citando fontes, o documento é uma espécie de discurso, que sustentava o rompimento do Estado Democrático de Direito dentro das “quatro linhas da constituição” — expressão usada exaustivamente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Conforme a reportagem, que teve acesso ao documento, Aristóteles foi citado em referência ao que foi descrito como “leis injustas”.

“Afinal, diante de todo o exposto, e para assegurar a necessária restauração do Estado Democrático de Direito no Brasil, jogando de forma incondicional dentro das quatro linhas, com base em disposições expressas da Constituição Federal de 1988, declaro o estado de Sítio e, como ato contínuo, decreto operação de garantia da lei e da ordem”, diz o parágrafo final do texto, que não tem nenhuma validade.

Nesta quinta-feira (08), a PF deflagrou uma ampla operação para desvelar a participação de ex-integrantes do governo e aliados políticos de Bolsonaro na tentativa de golpe que culminou com a invasão dos Três Poderes em Brasília.

A ação resultou na prisão preventiva de Filipe Martins, ex-assessor especial de Bolsonaro, além de Marcelo Câmara, auxiliar de ordens de Bolsonaro e coronel do Exército citado em investigações, e Rafael Martins, major das Forças Especiais do Exército.

Mandados de busca e apreensão também foram efetuados contra Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal (PL), o ex-chefe da Casa Civil e ex-ministro da Defesa, general Braga Netto, o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, e Anderson Torres, delegado da PF e ex-ministro da Justiça.

 

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