Vale, BHP e Samarco condenadas a pagar R$ 47,6 bilhões por tragédia

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Área afetada pelo rompimento de barragem no distrito de Bento Rodrigues, zona rural de Mariana, em Minas Gerais/Arquivo/Divulgação

O valor deve ser corrigido com juros de mora desde a data do rompimento da barragem de Mariana

Por Misto Brasil – DF

Mais de oito anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), a Justiça Federal condenou a Vale, a BHP e a Samarco a pagarem indenização de R$ 47,6 bilhões pelos danos morais coletivos causados pela tragédia que matou 19 pessoas e causou enormes prejuízos financeiros e ambientais na região do rio Doce.

De acordo com a decisão divulgada nesta quinta-feira (25), o valor deve ser corrigido com juros de mora desde a data do rompimento da barragem.

O montante estipulado pela Justiça será destinado a um fundo administrado pelo governo federal, sendo aplicado exclusivamente nas áreas impactadas pela catástrofe.

Em 5 de novembro de 2015, a barragem de Fundão, da mineradora Samarco, controlada pela Vale e BHP Billiton, colapsou, liberando mais de 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos no ambiente e matando imediatamente 19 pessoas.

Os rejeitos escorreram pelo rio Doce até encontrarem o Atlântico, na costa do Espírito Santo. Para comparação: é como se 1,3 milhão de contêineres marítimos cheios de lama fossem despejados numa avalanche.

Segundo estimativas baseadas em estudos da Fundação Getulio Vargas, é possível que o número de pessoas atingidas ao longo das 49 cidades sob influência da rota de lama chegue a 980 mil, registra a DW.

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