Barroso defendeu em Davos a soberania do país sobre a Amazônia

STF ministro Luís Roberto Barroso Misto Brasil
Presidente do Supremo Tribunal em Davos/ Fórum Econômico Mundial/Jakob Polacsek

Para o presidente do Supremo Tribunal Federal, um dos principais problemas na região da Amazônia atualmente é a segurança pública

Por Misto Brasil – DF

Um dos representantes da comitiva brasileira no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, defendeu a soberania do país sobre a Amazônia durante um painel sobre a América Latina.

Pelo segundo ano consecutivo, o presidente Lula da Silva (PT) não participa do encontro.

Além de Barroso, participaram dos debates o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e a ministra das Relações Exteriores do Equador, Gabriela Sommerfeld.

Uma das marcas do fórum econômico neste ano, segundo especialistas ouvidos pela Sputnik Brasil, é a ausência de lideranças políticas da América Latina e um esvaziamento do evento.

Para o presidente do STF, um dos principais problemas na região da Amazônia atualmente é a segurança pública. Entre os principais crimes em alta, estão a extração ilegal de madeira, a mineração ilegal, a grilagem de terras e as queimadas, atividades que são as maiores responsáveis pelo desmatamento e destruição da maior floresta do mundo.

“O Brasil corre risco de perder a soberania da Amazônia, não para outros países, mas para o crime organizado”.

Barroso ainda levantou pontos sobre o domínio de organizações ligadas ao tráfico de drogas na Amazônia, uma das principais rotas para escoamento dos materiais.

“Acho que mais recentemente tem se agravado o problema da segurança pública e da violência, e acho que precisamos incluir essa preocupação na agenda, em especial na agenda progressista […]. O pensamento progressista sempre negligenciou em alguma medida a questão da segurança pública, atribuindo-a tão somente à pobreza e à desigualdade, o que é um fato, mas pobre também precisa de segurança pública, e nós nos atrasamos”, acrescentou.

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