Monarquias no mundo acomopanham uma nova tendência

Japão imperador Naruhito Misto Brasil
Naruhito é o único imperador do mundo dentro do sistema monárquico/Arquivo/Divulgação

Sistema monárquico rege 22% dos países em todo o mundo 43 dos 194 Estados reconhecidos – são representados por monarcas

Por Misto Brasil – DF

Após a Holanda e Bélgica (2013), Espanha, (2014) e Reino Unido (2022), chegou a vez de a Dinamarca realizar a troca de gerações desta que é uma das sete famílias reais governando nações europeias. A rainha Margrethe 2ª, 83 anos, deixa o trono neste domingo (14), exatamente 52 anos após sua coroação, para entregar a coroa ao filho Frederik.

A família real dinamarquesa acompanha assim uma tendência atual. Com a exceção do Reino Unido, os monarcas não mais permanecem no trono ate a morte, mas abdicam em vida, abrindo espaço para seus filhos.

Frederik da Dinamarca, 55 anos, se preparou a vida inteira para um trabalho que, segundo seu biógrafo, ele não deseja. Conta-se que certa vez gritou “Não quero ser rei” para a babá. E seus dias de príncipe rebelde das festas já ficaram para trás.

Como chefes de Estado nas monarquias parlamentaristas democráticas, todas as rainhas e reis da Europa possuem funções unicamente representativas, contando apenas com poder político. O mesmo ocorre nas casas reais de Luxemburgo e Liechtenstein.

O príncipe Albert de Mônaco possui uma posição de poder relativamente forte. Em Andorra, outro país minúsculo entre França e Espanha, dois co-príncipes atuam como chefes de Estado. Um deles é sempre o bispo espanhol de Urgel, enquanto o outro é o presidente da França. Ou seja, Emmanuel Macron também é príncipe de Andorra.

Príncipe Charles agora é rei Misto Brasília
Charles agora é rei do Reino Unido, após a morte da mãe Elizabeth II/Arquivo

A única monarquia eleita da Europa, mas cujo trono não é herdado, é o Vaticano. Além de chefe da Igreja Católica, o papa Francisco é também o governante absoluto da Cidade do Vaticano, o menor Estado do mundo.

O sistema monárquico rege 22% dos países em todo o mundo, ou seja, 43 dos 194 Estados reconhecidos são representados por monarcas soberanos. Desde o Caribe até a Europa, África, Oriente Médio e Ásia, as monarquias são encontradas em quase todo o globo. Muitas remontam ao Império Britânico: o rei inglês continua sendo o chefe de Estado de 14 países fora da Europa, como o Canadá e a Austrália.

Atualmente, o Japão é o único império do mundo, mas na democracia japonesa o imperador possui um papel puramente cerimonial. Naruhito é o atual Imperador do Japão. Ascendeu ao Trono do Crisântemo em 1º de maio de 2019, iniciando a era Reiwa, após a abdicação de seu pai, Akihito.

Em cinco Estados, o monarca, xeique ou emir, é o governante absoluto sem controle parlamentar ou jurídico. É o caso do Brunei, Oman, Catar, Arábia Saudita, Essuatini (antiga Suazilândia) e Vaticano.

Em países como Jordânia e Marrocos, o rei tem poder político determinado pela Constituição. A Malásia possui a única monarquia eleita importante na Ásia. Os sultões das nove províncias elegem o rei, atualmente, Abduallah Shah. Também nos Emirados Árabes Unidos, a chefia de Estado fica nas mãos dos emires, líderes autoritários de seus respectivos principados. (O texto e a pesquisa é da DW)

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