Calor marcou o segundo dia de provas do Enem

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Candidatos seguem para as provas do Enem em Brasília/Arquivo/Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Os estudantes comentaram que a prova teve nível de dificuldade médio e testou conhecimentos em ciências da natureza e em matemática

Por Letycia Bond – SP

Estudantes de todo o país participaram neste domingo (12) do segundo dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a principal forma de ingresso em instituições de ensino superior.

O exame também serve para se obter subsídios por meio dos programas Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e Programa Universidade Para Todos (ProUni). Na capital paulista e em boa parte do país, os candidatos tiveram que lidar com o calor.

A avaliação de estudantes ouvidos pela Agência Brasil é de que a prova teve nível de dificuldade médio, assim como no primeiro dia do exame, no último domingo (05). A prova de hoje testou conhecimentos em ciências da natureza e em matemática.

As provas começaram às 13h30 e terminaram às 18h30. Candidatos que terminaram as provas mais cedo puderam sair, mas sem levar o caderno de provas. O gabarito será divulgado no próximo dia 24, e o resultado com o desempenho de cada candidato, no dia 16 de janeiro.

Por volta de 17h, diversos pais e mães já aguardavam seus filhos do lado de fora do campus Vergueiro da Universidade Paulista (Unip). A jovem Karoliny da Silva Santos, de 21 anos, já cursa psicologia, mas prestou o exame para tentar uma bolsa do Prouni e, assim, dar continuidade aos estudos.

Ela já fez a prova duas vezes e conta que o calor tornou o exame deste domingo mais cansativo: “o calor cansou, fica um ar abafado e a água da garrafa esquenta”.

Perguntada sobre a percepção de alunos faltantes na sala em que fez a prova, a universitária Karoliny notou menos ausências do que nos outros anos em que fez a prova. Já para a estudante Giovanna Alves, de 17 anos, houve mais ausências neste segundo dia de provas do que no primeiro.

Giovanna está no último ano do ensino médio e pretende cursar arquitetura na Universidade Mackenzie. Essa é a terceira vez que faz o Enem e, ao comparar a prova com os demais anos, atribui nota 7 de dificuldade.

“Acho que fui melhor nesse segundo dia, porque tenho mais facilidade com as disciplinas”, comenta ela, que tem uma rotina de duas a três horas de estudo em casa.

A candidata Lara Lima, de 18 anos, quer seguir carreira na biomedicina e pretende ingressar em uma universidade pública, de preferência em São Paulo ou no Rio de Janeiro. Ela acha que teve um desempenho melhor no primeiro dia de prova. “Eu me dou melhor com a parte de linguagem”, observa. “Acho que o mais complicado é administrar o tempo.”

Em relação à véspera do teste, Lara disse que evita deixar o desespero tomar conta. “Não peguei nada para estudar. Eu prefiro ficar tranquila”.

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