Onda de violência piorou no Haiti por conta das facções criminosas

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Migrantes, especialmente do Haiti, são conduzidos para a deportação/Arquivo/Reprodução vídeo/Fox26

Programa Alimentar Mundial da ONU informou que 40 mil pessoas abandonaram suas casas desde agosto

Por Misto Brasil – DF

Pelo menos 40 mil pessoas abandonaram suas casas desde agosto em Porto Príncipe, na capital do Haiti, por conta de uma onda de violência que tem afetado o país. Segundo o Programa Alimentar Mundial da ONU, a atuação de facções criminosas agravaram ainda mais a crise humanitária.

O país que até hoje não conseguiu se recuperar do terremoto que matou mais de 200 mil pessoas em 2010, além dos efeitos causados pela pandemia, é o mais pobre da América Latina. Só nos últimos três meses, centenas de pessoas foram mortas por conta de disputas entre facções e milhares chegaram a ser expulsas de casa.

“Muitas das vítimas relatam que as suas casas foram queimadas e os negócios destruídos, deixando-as sem fonte de rendimento e com poucos bens pessoais”, afirmou a organização internacional.

A onda de violência aumentou para 200 mil o número de refugiados internos, estima a ONU.

O problema agrava ainda mais a situação do Haiti que, segundo dados mais recentes das organizações alimentares, tem 44% da população – 4,35 milhões de pessoas – que enfrenta ou enfrentará insegurança alimentar aguda nos próximos meses.

A insegurança alimentar aguda é a incapacidade de uma pessoa de consumir alimentos suficientes e que coloca em risco a sua vida ou o seu sustento, informou o Haiti.

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