Há 6 milhões de mulheres a mais que homens no Brasil

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A estimativa da população brasileira passou para 213 milhões de pessoas/Arquivo

Conforme dados divulgados em junho pelo IBGE, a população brasileira teve um salto de 12,3 milhões nos últimos 12 anos

Por Misto Brasília – DF

Do total da população residente no país em 2022, 51,5% (104,5 milhões) eram mulheres e 48,5% (98,5 milhões) eram homens.

A razão de sexo – número de homens para cada 100 mulheres – foi de 94,2, diminuindo que a tendência histórica de predominância feminina na população se acentuou: em 1980, eram 98,7 homens para cada 100 mulheres; em 2010, 96.

“Isso está relacionado com a maior mortalidade dos homens em todos os grupos etários: desde o bebê até as idades mais longas, a mortalidade dos homens é maior. Além disso, nas idades adultas, a sobremortalidade masculina é mais intensa. E, com o envelhecimento populacional, a redução da população de 0 a 14 anos e o surgimento da população mais idosa, há um aumento da proporção de mulheres, já que elas sobreviveram mais em relação aos homens”, explica Marri.

Conforme dados divulgados em junho, a população brasileira teve um salto de 12,3 milhões nos últimos 12 anos, alcançando um total de 203 milhões – 10 milhões a menos do que o inicialmente esperado pelo instituto. Diversas capitais, no entanto, tiveram queda no número de habitantes.

O Censo Demográfico, que subsidia a formulação de políticas públicas no país, costuma ser realizado a cada dez anos. O Censo 2022 deveria ter sido realizado em 2020, mas foi adiado duas vezes sob o governo Jair Bolsonaro: primeiro devido à pandemia, e depois por restrições orçamentárias. A coleta de dados se estendeu de junho do ano passado até fevereiro deste ano.

Sobe o número de idosos

O Brasil envelheceu desde 2010, tendo registrado um aumento de 57,4% na população acima dos 65 anos e queda de 12,6% na quantidade de crianças com idade até 14 anos. É o que mostram dados do Censo 2022 divulgados nesta sexta-feira (27/10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 12 anos, o número de idosos saltou de 14.081.477 (7,4% da população) para 22.169.101 (10,9% da população), enquanto as crianças caíram de 45.932.294 (24,1%) para 40.129.261 (19,8%).

Nas faixas etárias intercaladas, entre 15 e 64 anos, houve variação positiva, de 68,5% para 69,3%.

De 2010 a 2022, a idade mediana da população brasileira – número que divide o país entre uma metade mais velha e outra mais nova – aumentou seis anos, passando de 29 em 2010 a 35. No mesmo período, a proporção de idosos para cada 100 crianças até 14 anos passaram de 30,7 para 55,2.

Os números revelam uma mudança marcante no perfil demográfico do país desde o primeiro levantamento, em 1980. Segundo o IBGE, o aparecimento deve ao declínio nas taxas de natalidade e uma maior longevidade da população.

Há cinco décadas, os idosos eram 4% da população e crianças, 38,2%. O perfil demográfico do país, que se assemelhava a uma pirâmide, com uma ampla base de jovens que se estreitava à medida em que se chegava às faixas etárias mais avançadas, hoje lembra mais uma gota, com o estreitamento progressivo da base e alargamento do topo.

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