Governador do Rio pede em Brasília reforço para a segurança pública

Governador interino do RJ Cláudio Castro
Cláudio Castro é o governador do Rio de Janeiro/Arquivo/Carlos Magno/Governo do RJ

Cláudio Castro se encontrou nesta tarde com autoridades federais para tratar de medidas contra a violência no estado fluminense

Por Sabrina Craide – DF

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, reuniu-se nesta quarta-feira (25), em Brasília, com autoridades federais para tratar de medidas para conter a violência no estado.

Em encontro com o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, Castro pediu reforço para a segurança na Baía da Guanabara, em portos, aeroportos e em estradas federais para combater a entrada de armas e drogas no estado.

“Para que, junto com a asfixia financeira dessas máfias criminosas, o trabalho do Rio surta efeito. Para isso, é importante essa asfixia, tanto na entrada de armas e drogas quanto na asfixia financeira”, reforçou o governador.  

Segundo Castro, o ministro da Defesa foi muito acolhedor em relação aos pleitos do estado e disse que o governo federal está imbuído em ajudar o Rio de Janeiro. “Todo mundo ficou muito sensível [e sabe] que essa integração das forças federais e forças estaduais é fundamental para que a gente possa ter um resultado de sucesso e não ficar enxugando gelo.”

Castro disse que não há necessidade, no momento, de decretação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) pelas Forças Armadas, apesar de a situação atual ser tão grave quanto em 2017, quando a medida foi implementada. “A questão é que, naquela época, as polícias estavam sucateadas e hoje não estão mais. Naquele momento, o Rio de Janeiro precisava que alguém assumisse, hoje, não. Hoje precisa de parcerias”.

Cláudio Castro se reuniu com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Ele entregou a Pacheco um conjunto de cinco propostas para a área de segurança pública.

Fim da progressão de pena para criminosos que cometeram o crime com arma de guerra;

Fim da progressão de pena para envolvidos com lavagem de dinheiro para organizações criminosas (como milícias e facções comandadas por traficantes);

Fim da progressão de pena para criminosos que atuam em serviços concessionados (como fornecimento de gás, energia e internet);

Criação de uma tarifa social para serviços como TV a cabo, internet e água em áreas vulneráveis (para diminuir a contratação de serviços de milicianos);

Criação de gabinetes estaduais contra a lavagem de dinheiro.

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