Major preferiu acusar a Imprensa em depoimento na CPI da Câmara Legislativa

CPI Atos Antidemocráticos major Flávio Silvestre Misto Brasília
Major Flávio Silvestre durante depoimento na Câmara Legislativa/Eurico Eduardo/Agência CLDF

O militar teria autorizado a retirada de viaturas quando os manifestantes se deslocavam para o Supremo Tribunal Federal e para o Congresso

Por Misto Brasília – DF

O major da Polícia Militar do Distrito Federal, Flávio Silvestre de Alencar, preferiu acusar a Imprensa no depoimento que prestou hoje (03) na CPI dos Atos Antidemocráticos na Câmara Legislativa.

Por várias vezes disse que os jornalistas tiveram uma narrativa que não era verdadeira, na opinião dele, sobre o que aconteceu no dia 8 de janeiro. Na ocasião, policiais foram acusados de omissão e até de incentivar as invasões. Há um vídeo em que um grupo de policiais teria se escondido num banheiro do Supremo Tribunal federal.

O major é mostrado em outro vídeo, quando viaturas são deslocadas para longe dos manifestantes na avenida ao lado do Congresso Nacional. Imagens de um drone mostram que carros da Polícia Militar seguiram a viatura em que estava o major.

No depoimento aos deputados distritais, a imagem significa outra coisa. “Infelizmente foi criada uma narrativa inverídica sobre a retirada das viaturas ali ao lado do Congresso. Acabaram [dizendo que] a retirada das viaturas contribuiu para a invasão do STF”, disse o militar.

Flávio Silvestre de Alencar também se defendeu de uma postagem, segundo a qual os militares deveriam deixar invadir o Congresso. Segundo ele, foi tirada do contexto e que a mensagem foi enviada a um grupo de amigos.

“O cerne do comentário, que era uma brincadeira, era sobre o Fundo Constitucional. Todos sabemos que é importantíssimo para o DF, não só pra segurança pública, mas pra saúde, educação. O intuito daquela brincadeira era dizer ‘poxa, sem o fundo constitucional, a polícia pode ser sucateada e vai ser invadido o Congresso'”.

Outro general é convocado para depor

Na sessão de hoje da CPI, os deputados distritais aprovaram requerimentos, entre eles, a convocação do general Carlos José Assumpção Penteado, exonerado em janeiro de 2023 do cargo de secretário-executivo do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) após os atos.

Foi também aprovado o requerimento de convite para o major do Exército José Eduardo Natale de Paula Pereira. O militar estava lotado na coordenação de Segurança das Instalações Presidenciais de Serviço do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

E também solicita a convocação de Saulo Moura da Cunha, diretor adjunto da Agência Brasileira de Inteligência para também prestar esclarecimentos.

Datas de novos depoimentos

Dia 10 de agosto, Anderson Gustavo Torres, ex-ministro da Justiça Segurança Pública e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal.

Dia 17 de agosto, Leonardo de Castro Cardoso, diretor do departamento de combate a corrupção e ao crime organizado da Polícia Civil do DF.

Dia 24 de agosto, Mauro Cesar Barbosa Cid, Tenente Coronel do exército brasileiro.

Dia 31/8, Armando Valentim e Cacique Tserere, que foi preso pela Polícia Federal.

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