MPF pode investigar relação entre joias e venda de refinaria na Bahia

Refinaria Landulpho Alves (Rlam) BA Misto Brasília
Refinaria Landulpho Alves (Rlam), que foi vendida no governo Bolsonaro/Arquivo/Divulgação

Pedido foi apresentado hoje pela Federação Única dos Petroleiros que suspeita da venda da estatal que pertencia à Petrobras

Por Misto Brasília – DF

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) fez uma representação nesta terça-feira (07), para abertura de inquérito civil público e ação judicial no Ministério Público Federal. O objetivo é investigar a relação da venda da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, com as joias doadas pelo governo da Arábia Saudita.

A refinaria teve seus ativos logísticos vendidos por US$ 1,8 bilhão (R$ 10,1 bilhões), em novembro de 2021. A Petrobras anunciou a venda da Rlam pouco mais de um mês após a viagem do ex-presidente Jair Bolsonaro ao Oriente Médio.



A compra da empresa estatal brasileira, que fica no município de São Francisco do Conde, foi feita pela Mubadala Capital, fundo de Abu Dhabi, dos Emirados Árabes.

O Instituto de Estudos Estratégico de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) calculou que a refinaria foi vendida pela metade de seu valor de mercado. Cálculos do instituto avaliaram a refinaria entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões. Também analistas do banco BTG Pactual apontaram que o valor cobrado pela refinaria é abaixo do que foi projetado por eles.


“Requeremos a instauração de inquérito para avaliar eventuais práticas ilegais envolvendo a venda da refinaria Landulpho Alves por 50% de seu valor de mercado”, disse nesta manhã o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar.

A Acelen, empresa criada pelo Mubadala Capital para a operação, assumiu a partir de 1º de dezembro de 2021 a gestão da refinaria, que passou a se chamar Refinaria de Mataripe.


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