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Remédio experimental é o primeiro avanço contra a Alzheimer

O medicamento, chamado lecanemab, obteve êxito ao desacelerar o declínio cognitivo de pacientes

Um medicamento experimental se tornou o primeiro avanço inovador em 30 anos na pesquisa sobre a doença de Alzheimer. A droga, chamada lecanemab, obteve êxito ao desacelerar o declínio cognitivo de pacientes, ainda que tenha apresentado alguns efeitos colaterais preocupantes.

Em testes clínicos, o medicamento conseguiu atacar duas proteínas associadas à doença, de acordo com cientistas e executivos de indústrias farmacêuticas, segundo informações da Agência DW.



A teoria de que a eliminação da proteína amiloide – que forma flocos nos cérebros das vítimas de Alzheimer – pode desacelerar ou parar o progresso da doença vem ganhando apoio entre cientistas por conseguir agir também contra a proteína tau, associada a essa enfermidade.

As farmacêuticas apresentaram nesta terça-feira (29) os detalhes da pesquisa. O lecanemab, um anticorpo projetado para remover depósitos da proteína amiloide beta, conseguiu reduzir o índice de declínio cognitivo dos pacientes na escala clínica de demência (CDR-SB) em 27% em comparação a um placebo.



O estudo, realizado durante 18 meses, com 1,8 mil pacientes em estágio inicial da doença, também distingue as taxas de incidência de efeitos colaterais do lecanemab, que às vezes são graves e mais frequentes do que no grupo de pacientes que receberam placebo.

Dos doentes tratados com lecanemab, 17,3% sofreram hemorragias cerebrais, em comparação com 9% no grupo placebo, e 12,6% das pessoas que receberam este medicamento experimental sofreram de edema cerebral, em comparação com apenas 1,7% no grupo placebo.