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Rússia diz que está preparada para acabar com a guerra

Mas não apresenta uma proposta concreta, assim como os países aliados da Ucrânia, como EUA e Alemanha

A liderança russa comunicou estar aberta a conversas com o Ocidente sobre um possível fim da guerra na Ucrânia. Ao menos é o que indicou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, em entrevista à televisão estatal russa nesta terça-feira (11).

Mas, segundo Lavrov, ainda não houve nenhuma proposta séria. O ministro também deixou a porta aberta para um possível encontro entre o presidente russo, Vladimir Putin, e seu homólogo americano, Joe Biden, durante o transcorrer da próxima cúpula do G20, informou a DW.



“Temos repetido muitas vezes que não recusamos reuniões. Se houver uma proposta, vamos considerá-la”, afirmou Lavrov.

A Rússia prosseguiu com os bombardeios com mísseis de longo alcance nesta terça-feira – mas, aparentemente, não com a mesma veemência dos ataques de segunda-feira. Muitas localidades, incluindo partes da cidade de Lviv, ficaram sem energia.

Autoridades americanas, incluindo o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, John Kirby, afirmaram que os Estados Unidos estão abertos a negociações, mas que a Rússia tem recusado.



“Isso é mentira”, refutou Lavrov. “Não recebemos nenhuma oferta séria de contato.”

A próxima reunião dos chefes de Estado e governo do G20, que reúne os países industrializados e emergentes mais importantes, está prevista para meados de novembro na ilha indonésia de Bali. Segundo Lavrov, a Rússia está pronta para ouvir quaisquer propostas de negociações de paz.



G7 convoca reunião extraordinária

Nesta terça-feira, o G7 convocou uma reunião extraordinária para realizar consultas virtuais sobre como prosseguir em relação ao conflito em solo ucraniano. Zelenski deve solicitar aos líderes de EUA, Reino Unido, Japão, Canadá, França, Itália e Alemanha o envio de sistemas de defesa aérea. Na segunda-feira, a Rússia bombardeou várias cidades ucranianas, incluindo Kiev, em retaliação à detonação de um caminhão-bomba na ponte Kerch, que liga o território da Rússia à Crimeia.

De acordo com relato da defesa civil ucraniana, os ataques russos causaram 19 mortes e deixaram ao menos 105 feridos.

Consequentemente, Zelenski descreveu o envio de sistemas antiaéreos como a principal prioridade. “Faremos tudo para fortalecer nosso Exército”, disse ele em seu discurso diário à nação. Em um telefonema na noite anterior, Biden já havia prometido a Zelenski a entrega de sistemas de defesa aérea.