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Tribunal de Contas investiga serviço de reprodução humana

Filas para o serviço no DF são enormes e pacientes estariam sendo obrigados a pagar pelo tratamento

Por Misto Brasília – DF

O Tribunal de Contas do Distrito Federal decidiu apurar uma denúncia para investigar o Serviço de Reprodução Humana Assistida. Os pacientes da rede pública do Hospital Materno Infantil de Brasília estariam sendo obrigados a pagar exames caríssimos.



A denúncia chegou na Ouvidoria do Ministério Público de Contas, que apresentou a queixa ao TCDF. Além disso, o tempo na fila para os procedimentos é gigantesco, cerca de quatro a cinco anos para fertilização in vitro e de três meses para inseminação intrauterina. Em janeiro, o HMIB tinha 1.091 pacientes na fila de espera para fertilização in vitro e 16 pacientes para a inseminação intrauterina.

O Tribunal de Contas pediu explicações para a Secretaria da Saúde sobre possíveis irregularidades nos próximos 30 dias.  Para a Corte, a coparticipação no custeio dos exames é grave, pois compromete a gratuidade característica do Sistema Único de Saúde e pode comprometer as chances de resultados positivos do tratamento.