Aids HIV símbolo Misto Brasília

Casos de Aids no DF continuam alto, mas é possível tratar a doença

A Anvisa aprovou uma nova droga e já é possível fazer o auto-teste nas farmácias desde o início do mês

A pandemia não é a única preocupação dos gestores da saúde pública. O vírus HIV (Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis) também tiveram crescimento entre 2020 e 2021 no Distrito Federal.

Em 2020, foram 690 novos casos registrados e 96 óbitos. Em 2021, até o momento, foram 581 contaminações confirmadas e 76 óbitos – número que ainda pode sofrer alteração. Em dado mais alarmante, segundo o Sistema de Informação de Agravos e Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, a maioria das pessoas vivendo com o vírus tem entre 20 e 29 anos.



O médico infectologista do Hospital Anchieta de Brasília, Victor Bertollo, explica que a detecção precoce é fundamental, pois pode evitar que o paciente evolua para o estágio de imunodeficiência, ou seja, para a Aids propriamente dita.

“Descobrir o HIV cedo muda muito a perspectiva e a qualidade de vida desses indivíduos”, pontua. Ele complementa: “aqueles infectados pelo HIV podem não desenvolver aids (imunodeficiência) caso sejam tratados de maneira precoce”.



Na última segunda-feira (29), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a autorização do registro de um novo medicamento contra o HIV. Victor Bertollo, disse que esse novo medicamento é a combinação do Dolutegravir com Lamivudina. “No Brasil já utilizamos essas duas medicações em combinação com outras, mas o Ministério da Saúde preconizou recentemente um esquema simplificado de apenas duas drogas e que teria menos efeitos colaterais”, explica.

E no último dia 1º de dezembro, chegou às farmácias o auto-teste rápido para detecção dos anticorpos contra HIV-1/2 por punção digital. Aprovado pela Anvisa, o produto também é pré-qualificado pela OMS.O teste funciona com o menor volume de sangue do mundo, 2,5uL (microlitros), e o resultado sai em 15 minutos. acesso. Então ampliar a testagem faz com que mais pessoas possam se diagnosticar e iniciar o tratamento e com isso reduzir a transmissão do HIV.”, conclui.