coronavírus testagem DF

Comissão Europeia sugere aceitar viajantes vacinados com Coronavac

Até agora, a EMA aprovou as vacinas pela Pfizer-BioNTech, Moderna, AstraZeneca e Johnson & Johnson

A Comissão Europeia propôs nesta quinta-feira (25) que todos os países da União Europeia (UE) passem a aceitar a entrada de viajantes vacinados com qualquer imunizante contra a Covid-19 aprovado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A diretriz abriria caminho para a entrada de estrangeiros imunizados com algumas vacinas que ainda não foram autorizadas pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês), entre elas a Coronavac, aplicada no Brasil.



Até agora, a EMA aprovou as vacinas desenvolvidas pelas farmacêuticas Pfizer-BioNTech, Moderna, AstraZeneca (se produzida na Europa) e Johnson & Johnson.

Além desses mesmos imunizantes, a OMS deu aval ainda para as vacinas produzidas pelas chinesas Sinopharm e Sinovac (Coronavac) e pela indiana Bharat Biotech (Covaxin).

Atualmente, a maioria dos países da União Europeia não permite a entrada de viajantes vacinados com imunizantes não aprovados pela agência reguladora europeia.




Como garantia, a Comissão Europeia propôs a exigência de um teste molecular (como PCR) negativo para todos os passageiros vacinados com imunizantes aprovados pela OMS mas não pela UE.

Nesta quinta-feira, o órgão executivo do bloco europeu também sugeriu o fim da “lista branca” de países de origem – ou seja, as restrições de entrada para viagens não essenciais passariam a ser decididas levando em conta o status de vacinação do passageiro, e não mais a situação epidêmica no país de onde ele partiu. Assim, apenas pessoas vacinadas ou recuperadas poderiam ingressar na UE.

Outra recomendação da Comissão foi que apenas residentes que receberam a dose de reforço de vacinas contra o coronavírus possam transitar entre os países da UE sem a necessidade de testes ou quarentena. Para que essas medidas passem a valer, os governos do bloco ainda precisam aprovar as propostas.

A Comissão busca assim unificar as regras nos 27 países da União Europeia a fim de permitir a livre circulação de pessoas, um tema caro ao bloco europeu, num momento em que a Europa voltou a ser o epicentro da pandemia de covid-19, com vários países do continente reimpondo restrições em meio a taxas recordes de infecções. (Da DW)