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Como ficaram as eleições no Chile e na Venezuela

Extrema direita e extrema esquerda disputam o segundo turno das eleições presidenciais do Chile

O Chile realizou neste domingo (21) as eleições mais polarizadas e incertas de sua história recente, para escolher o sucessor do presidente conservador Sebastián Piñera e renovar toda a Câmara dos Deputados e parte do Senado.

A disputa para presidente será decidida em segundo turno, no dia 19 de dezembro, entre o advogado de extrema-direita José Antonio Kast e o deputado de esquerda Gabriel Boric. Eles receberam 27,9% e 25,8% dos votos, respectivamente.



Ambos buscarão nas próximas quatro semanas o apoio dos demais candidatos. O candidato de direita Franco Parisi, do Partido do Povo, que mora nos Estados Unidos e fez a campanha remotamente, teve 12,8% dos votos, e o candidato governista Sebástian Sichel, do Chile Vamos, 12,8%.

O chavismo consolidou seu poder na Venezuela neste domingo (21) ao vencer em 20 dos 23 estados do país, além da capital, Caracas, nas eleições regionais, segundo os números divulgados pelas autoridades eleitorais após a contagem de mais de 90% dos votos.

O pleito marcou a volta da oposição às urnas após um boicote de quatro anos e foi o primeiro no país em 15 anos a contar com uma missão de observadores eleitorais da União Europeia (UE).



As eleições foram um grande teste para o governo do presidente Nicolás Maduro, num país arrasado pela crise econômica e afetado por sanções internacionais. A reeleição de Maduro em 2018 não é reconhecida pela oposição e por boa parte da comunidade internacional.

“Nós, as forças revolucionárias, ganhamos 21 [estados], incluindo a capital do país”, celebrou Maduro. “Bom triunfo, boa vitória, boa colheita do trabalho, um trabalho perseverante.”

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) afirmou que 41,8%, ou 8,1 milhões dos 21 milhões de eleitores, compareceram às urnas.