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Vacinados x não vacinados?

A  decisão de não se vacinar é quase um ato de barbárie e a maior causa é a politização das vacinas

Texto de Charles Machado

Pode o mundo ser dividido entre vacinados e não vacinados?

Na última semana, o governo de Cingapura, anunciou uma medida fundamental contra os negadores de vacinas Covid-19: a partir de 8 de dezembro, as pessoas que tomaram a decisão de recusar a vacina terão que enfrentar toda a despesa médica. Assim divide-se ao menos naquele país, as pessoas entre vacinadas e não vacinadas.

É importante que se diga, que o governo lá, vem pagando todas as contas médicas decorrentes do tratamento do Covid-19 de todos os residentes do país, a fim de evitar que considerações financeiras aumentassem a incerteza e a preocupação pública quando a doença ainda estava surgindo e desconhecida.

Para a grande maioria dos vacinados, esse tratamento de suas contas Covid-19 continuará até que a situação seja mais estável.

Segundo o Ministério da Saúde de Cingapura, como não poderia deixar de ser, as pessoas não vacinadas compõem a grande maioria das pessoas que necessitam de cuidados hospitalares intensivos, e contribuem desproporcionalmente para a pressão sobre os recursos de saúde, levando a que essa medida seja levantada como uma forma de enviar um sinal claro para instar toda a população a se vacinar.

No momento, Cingapura tem uma das maiores taxas de vacinação do mundo, com 85%, já tendo recebido todas as doses necessárias sendo que cerca de 18% já receberam a terceira dose (superada apenas pelos Emirados Árabes Unidos e Portugal.



Guerras e escaramuças

Quando a tecnologia é capaz de desenvolver uma solução para um problema em tempo recorde e o faz, além disso, manter todas as garantias de segurança, voluntariamente renunciar ao uso dessa tecnologia supõe um nível de irresponsabilidade e de falta de solidariedade, e isso abre uma série de discussões sobre o viver em sociedade e a construção harmoniosa e responsável dessa relação.
A imunidade gerada pelas vacinas gira em torno de 99,992%, o que transforma a decisão de não se vacinar em quase um ato de barbárie.

Evidentemente a maior causa desses índices absurdos de diversos países, é a politização das vacinas, quando mandatários viram cientistas, ou melhor salvadores, mitos ou messias? Nos Estados Unidos, onde a vacinação foi pra lá de politizada, nesse momento majoritariamente as mortes por Covid, correspondem aos não vacinados.

Curioso, justamente quando a ciência em tempo recorde consegue produzir vacinas eficiente no combate a pandemia, o problema deixa de ser a falta de oferta e passa à ser a falta de demanda, sendo necessário a criação de instrumentos de estímulos e ou de punição.




Dentro da lógica e da importância da vacinação os instrumentos na guerra contra os não vacinados, vão da proibição de entrar em lugares, ou preencher um cadastro de emprego. A liberdade de movimento, em razão da transmissibilidade da doença vem sendo limitada em diversos países, a Áustria por exemplo acaba de aprovar o confinamento obrigatório para não vacinados.

A Alemanha aplica em cada vez mais territórios a chamada regra 2G (geimpft oder genesen /vacinado ou recuperado) e impede o acesso a cada vez mais negadores locais. Se você decidir ser um perigo para a sociedade, você só pode aceitar que a sociedade te trata como você é.

A tecnologia por trás das vacinas pode ser considerada, dada a sua adoção em massa em todo o mundo, como perfeitamente comprovada e segura. Além disso, a tecnologia RNA mensageiro é considerada nesse momento uma das mais promissoras para o desenvolvimento de novas vacinas e procedimentos no futuro.



O direito do individual e do coletivo

Para muitos juristas, é hora de os governos deixarem de considerar o negacionismo como uma suposta opção pessoal de considerá-lo pelo que é, uma ameaça real, e decidir aplicar medidas coercitivas sérias àqueles que decidem, completamente voluntariamente, colocar-se em risco de contrair uma doença grave com um custo hospitalar em muitos casos muito alto.

Segundo uma pesquisa publicada, pelo Ipec com 2 mil pessoas a pedido da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim) e da Pfizer, 75% das pessoas se sentem seguras com a vacina.

A pesquisa ainda apontou que as pessoas pretendem incorporar à rotina hábitos adquiridos na pandemia, como o uso do álcool em gel (58%), lavar as mãos ao chegar a um lugar (55%), o uso eventual de máscaras (40%) e evitar aglomerações e contato físico desnecessários (31%).




Dentro das limitações aos não vacinados, atletas e torcedores que não se vacinaram contra a Covid-19 têm enfrentado dificuldades para competir ou assistir aos jogos dos principais campeonatos de esporte do mundo. Do futebol brasileiro até a NBA, a imunização tanto do público quanto de jogadores tem sido motivo de debate. Em alguns lugares, virou obrigatoriedade, como para disputar as partidas da nova temporada do basquete dos EUA.

A NBA não obriga a vacinação de atletas, mas eles realizam testes diariamente. Estima-se que 90% dos elencos estejam completamente imunizados. A falta de vacinação também passou a afetar o bolso dos jogadores. A liga decidiu que os não vacinados ficarão sem o salário das partidas que não jogarem.

A Constituição consagra o Direito de ir e vir, sim, mas estabelece limites e regramentos, bem como punições, visto que a vida é um valor universal. Você não pode dirigir seu carro ou sua moto da forma como bem entender e na velocidade que entender correto, para isso se criam regras de segurança para defesa da sua vida e dos demais. Falsas profetas por hábito semeiam a desgraça e cultivam a ignorância. cuidado.