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Lista negra do Facebook tem quatro mil nomes de pessoas e grupos

O mais restritivo é o nível 1, que apresenta alegados grupos terroristas, grupos de ódio e organizações criminosas

O portal The Intercept vazou na terça-feira (12) uma “lista negra” de mais de 4 mil pessoas e grupos restringidos pela política do Facebook. A lista, chamada de Organizações e Indivíduos Perigosos (DIO, na sigla em inglês), é acompanhada por um documento de política associada, destinado a auxiliar o trabalho dos moderadores que são encarregados de decidir quais mensagens devem ser apagadas e quais usuários devem ser punidos.

A lista negra está dividida nas categorias de Ódio, Crime, Terrorismo, Movimentos Sociais Militarizados e Atores Violentos Não Estatais, todos eles organizados em um sistema de três níveis, indicando o tipo de medida restritiva que a empresa tomará em relação ao conteúdo. Embora ninguém na lista DIO seja permitido nas plataformas do Facebook, os níveis determinam o que outros usuários estão autorizados a dizer sobre as entidades proibidas.



O mais restritivo é o nível 1, que apresenta alegados grupos terroristas, grupos de ódio e organizações criminosas. O terrorismo é definido como “organizar ou defender a violência contra civis”, e o ódio como “desumanizar ou defender repetidamente o dano contra pessoas”. Os restantes usuários não podem expressar nada considerado como elogio ou apoio às pessoas e organizações deste grupo.



Na categoria de Terrorismo, que se diz constituir 70% do nível 1, quase 1.000 entradas são referentes a Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT, na sigla em inglês), uma lista de indivíduos sancionados do Departamento do Tesouro, mas também as listas do Consórcio de Pesquisa e Análise de Terrorismo (TRAC, na sigla em inglês), uma base de dados privada, acessível por subscrição, de supostos extremistas violentos, e do Grupo Site, rastreador privado de terrorismo.

A categoria de Crime do nível 1 é quase inteiramente composta por gangues de rua americanas e cartéis de drogas latino-americanos, predominantemente negros e latinos, informou a Agência Sputinik.