Relator da CPI diz que Prevent Senior fez “experimentos macabros”

CPI da Covid advogada Bruna Mendes Morato
advogada Bruna Mendes Morato se prepara para o depoimento na CPI da Covid/Roque de Sá/Agência Senado

Na comissão, a advogada que defende 15 médicos, disse que eles não tinham autonomia e que recebiam o “kit covid”

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou há pouco que a Prevent Senior fez “experimentos macabros” com doentes de Covid para agradar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ministério da Economia com fraudes, falsificações e condutas desumanas.

“A empresa rasgou o juramento de Hipócrates e o Código de Nuremberg de uma só vez”.

Hoje (28), a representante de 12 médicos da Prevent Senior, a advogada Bruna Mendes Morato, afirmou aos senadores da CPI da Covid, que os médicos do plano de saúde não tinham autonomia e que os pacientes recebiam um “kit-covid” com “receita pronta” para tratamento da Covid-19. Bruna Morato é a responsável por ajudar médicos a elaborar um dossiê com denúncias envolvendo a empresa.


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“Os médicos eram sim orientados à prescrição do kit. E esse kit vinha num pacote fechado e lacrado, não existia autonomia até com relação à retirada de itens desse kit. Inclusive, é muito importante observar também que quando o médico queria tirar algum kit, ainda que ele riscasse na receita, o paciente recebia ele completo. Então, ele tinha a informação de que tinha de tomar aqueles medicamentos e o médico tinha que riscar, porque a receita também já estava pronta. Inclusive, ela vinha com um manual de instruções”.

Na próxima quinta-feira (30), a CPI ouve o empresário Otávio Oscar Fakhoury. O pedido de convocação foi apresentado pelo vice-presidente da Comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e aprovado pelos parlamentares nesta terça-feira (28).



Segundo Randolfe Rodrigues, Otávio Fakhoury “foi identificado como o maior financiador de disseminação de notícias falsas“. O parlamentar cita como exemplo os canais Instituto Força Brasil, Terça Livre e Brasil Paralelo. “Esses canais estimularam o uso de tratamento precoce sem eficácia comprovada, aglomeração e diversas outras fake news sobre a pandemia”, justifica o autor do requerimento, informou a Agência Senado.

Fakhoury entrou na mira da CPI em agosto, quando os senadores aprovaram a quebra dos sigilos bancário, telefônico, telemático, desde abril de 2020. A Comissão também teve acesso ao sigilo fiscal do empresário, desde 2018. O requerimento foi apresentado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).


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