Renan diz que relatório da CPI “indicará muitos crimes”

Renan diz que relatório da CPI “indicará muitos crimes”

Crimes comuns, de responsabilidade que devem atingir o presidente da República

O relator da CPI da Covid, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou nesta quarta-feira (15) que o relatório final da comissão indicará “muitos crimes” que podem ter sido cometidos na gestão da pandemia do novo coronavírus pelo governo federal.

“São muitos crimes que serão utilizados neste relatório. Crimes comuns, de responsabilidade que devem atingir o presidente da República, e contra a humanidade. Estamos avaliando a possibilidade de inclusão do crime de genocídio em relação a indígenas, mas isso ainda está sendo detalhadamente estudado”, afirmou Calheiros.

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Na terça-feira (14), um grupo de juristas, comandados pelo ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior, apresentou um parecer à CPI indicando possíveis crimes cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao longo da pandemia de Covid-19, entre eles: charlatanismo, prevaricação e incitação a outros crimes.

No depoimento de Marconny Albernaz de Faria, acusado de fazer lobby na negociação de contratos da Precisa Medicamentos com o Ministério da Saúde, os senadores disseram que estão revoltados. Em diversas respostas, Marconny foi evasivo, alegou esquecimento ou invocou o direito ao silêncio obtido em habeas corpus do Supremo Tribunal Federal. Isso levou o relator Renan Calheiros (MDB-AL) a qualificar o depoimento como o mais “cínico” desde o início da investigação.



Duas semanas atrás, Marconny havia apresentado um atestado médico para não comparecer à CPI, levando a comissão a ameaçar trazê-lo “sob vara” (coerção judicial).

O depoente foi vago em relação à sua atividade profissional, limitando-se a dizer que tem uma “empresa de assessoramento técnico-político” que faz “análise de estudos de viabilidade política” para empresas privadas.

“Pelo fato de eu ser de Brasília, fiz uma análise de viabilidade técnico-política para a Precisa, que tinha como objetivo aquisição de testes rápidos para detecção de covid-19”, limitou-se a explicar.