DF precisa de 210 mil doses para fechar a vacinação contra a Covid

DF precisa de 210 mil doses para fechar a vacinação contra a Covid

Cenário é positivo no combate à pandemia em todo o país, com queda nas ocupações dos hospitais

O Brasil registrou 70 milhões de brasileiros imunizados contra a Covid-19 com as duas doses ou a dose única da vacina. No momento, 23 estados estão com ocupação de leitos de UTI e clínicos abaixo de 50% e dentro dos padrões de normalidade, enquanto que Ceará, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul ainda seguem na zona de alerta.

O Distrito Federal precisa de 210 mil doses para concluir todo o processo de vacinação contra a doença viral. Dessa forma, seriam atendidos os jovens a partir de 12 anos com a primeira e segunda doses e também os adultos. Seria possível também prever a dose extra, a D3, para as pessoas com mais de 80 anos. Com esse quantitativo, seria possível vacinar a população restante entre um a dois dias.

O governador Ibaneis Rocha (MDB) afirmou ontem que o governo distrital deve concluir a imunização dos adolescentes ainda em setembro e começar aplicação da dose 3 em outubro.

Os cálculos estão sendo feitos pela Secretaria da Saúde que recebe os imunizantes do Ministério da Saúde. Ontem (14), o DF recebeu um carregamento de 77.220 doses de vacinas Pfizer-BioNTech, que serão destinadas para vacinar jovens de 14 e 15 anos, ampliando a campanha de vacinação contra a Covid-19. Esse público começa a ser vacinado nesta quarta-feira.



O Distrito Federal espera, ainda para esta semana, um novo carregamento de doses de vacinas acompanhado de um Nota Técnica do Ministério da Saúde com as orientações para aplicação da dose de reforço, também chamada de terceira dose. “Aqui no DF tomamos a decisão de seguir o Programa Nacional de Imunizações (PNI). A partir do dia 15, eles irão definir a regra e o número de vacinas destinadas à primeira fase da aplicação da terceira dose ”, disse ontem o secretário Pafiadache.


Cenário que está sendo desenhado

Com o quadro positivo contra a Covid-19 apresentado no país nos últimos dias, a Sputnik conversou com Sylvio Provenzano, que ressaltou os principais fatores contribuintes para esta melhora nos números.

Sylvio Provenzano recordou que, no início, a população brasileira não conseguiu entender a seriedade da pandemia, ignorando as regras de isolamento, o que resultou na elevação do número de mortes no país.

“Os números foram grotescos. Nós tivemos um número de mortes infinitamente superior daquele que poderíamos ter tido se a população tivesse, desde o princípio, compreendido a importância das medidas de isolamento, das chamadas medidas sanitárias, ou seja, evitar aglomerações, utilização da máscara, a lavagem frequente das mãos, o uso do álcool gel sempre que disponível, enfim”, explicou.



Além disso, ele ressalta que a escassez de leitos, especialmente no sistema público de saúde, e “evidentemente que, diante da situação pandêmica que o mundo viveu e do risco em que a população estava, os governos fizeram o dever de casa e começaram a abrir leitos que estavam fechados”.

“O fator determinante, na minha modesta opinião, foi o início da vacina. O Brasil é um dos países do mundo que tem, indiscutivelmente, um dos melhores sistemas de vacinação à população, tanto que é um sistema que já ganhou prêmios, inclusive conferidos pela Organização Mundial da Saúde“, afirmou Sylvio Provenzano, destacando a rapidez com que as vacinas foram aplicadas no país.



Sylvio Provenzano atribuiu à vacinação e à adoção de algumas medidas de precaução, “que as pessoas finalmente” entenderam que precisa ter, como os fatores que levaram o Brasil a reduzir o número de mortes.

“Os recursos foram enviados a todos os estados, porém cada estado fez uso dele da maneira que pareceu mais adequada”, ressaltou Sylvio Provenzano, afirmando que não há ninguém melhor para conhecer sua população do que o secretário municipal da Saúde, já que muitas vezes o ministro da Saúde não conhece a fundo as necessidades da população de um estado.