Geddel, condenado pelo bunker de R$ 51 milhões, pode trabalhar

Geddel, condenado pelo bunker de R$ 51 milhões, pode trabalhar

No mês passado, a 2ª Turma do STF já havia atendido parcialmente a um pedido da defesa

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin concedeu nesta sexta-feira (10) progressão ao regime semiaberto ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, que chefiou a Secretaria de Governo durante a gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB).

Condenado por lavagem de dinheiro e associação criminosa no caso do “bunker em que escondia R$ 51 milhões, em Salvador, o ex-ministro pediu ao STF em 3 de setembro que a Corte concedesse a progressão para o regime semiaberto.



“Preenchidos os requisitos subjetivo e objetivo, conforme já reconhecido no despacho […], e comprovado o recolhimento do valor definido a título de multa penal, defiro a Geddel Quadros Vieira Lima a progressão ao regime semiaberto“, lê-se na decisão de Fachin.

Malas com dinheiro Geddel Vieira Lima

A lavagem do dinheiro é uma prática observada na corrupção política, como no caso de Geddel Vieira Lima/Arquivo




No mês passado, em sessão virtual, a 2ª Turma do STF já havia atendido parcialmente a um pedido da defesa de Geddel e anulado a condenação por associação criminosa, bem como o pagamento de indenização de R$ 51 milhões por danos morais coletivos.

A 2ª Turma do Supremo considerou, por 3 votos a 1, que a participação do irmão e da mãe no esquema não configuraria quadrilha, por todos integrarem a mesma família. Foi mantida, porém, a condenação por lavagem de dinheiro.