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Caminhoneiros iniciam paralisação e já falta combustível em dois estados

Movimento começou a ter força nesta manhã em 173 pontos, mas não há unanimidade na categoria

Caminhoneiros de diversas partes do país começaram hoje (08) um protesto com bloqueios em rodovias federais e estaduais. Logo no primeiro dia, já há falta de combustíveis em alguns postos de Santa Catarina. Os caminhoneiros fazem o movimento em apoio a ao presidente Jair Bolsonaro, contra o Supremo Tribunal Federal e o retorno do voto impresso.

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Há informações de que também há falta de diesel para abastecer os próprios caminhões na região do município de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. De acordo com fontes dos caminhoneiros, há protestos no Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia. No Distrito Federal não há notícias sobre paralisações, apenas o protesto que ocorre nas proximidades do Congresso Nacional.



Informações ainda não confirmadas dão conta que há 173 pontos de bloqueios, segundo o Domínio Rural segundo publicação no Facebook. Os caminhões carregados com produtos perecíveis e com animais estão liberados. Também podem passar “por enquanto” veículos leves e ambulâncias. A Polícia Rodoviária Federal não retornou até a publicação desse texto aos questionamentos do Misto Brasília.

Em Guaramirim, em Santa Catarina, os caminhões com combustíveis não conseguem sair. O Sindicato dos Petroleiros informou para a imprensa local que deve entrar com uma liminar para ter escolta policial.

A imprensa catarinense também relata que os postos de combustíveis de Joinville e São Bento do Sul ficaram sem gasolina nesta quarta-feira (8).

Como não há uma unanimidade entre a categoria, os motoristas seguem de maneira independente, sem apoio formal de entidades. A Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina (Fetrancesc) é contra o bloqueio.



A Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava) disse também que é contra. A entidade é presidida por Wallace Landim, o Chorão, um dos líderes da greve dos caminhoneiros 2018. Ele disse que a pauta não é dos caminhoneiros.

Em Mato Grosso, a notícia é de que os bloqueios ocorrem há mais de 30 horas. O movimento é registrado em Rondonópolis e foi anotado também em Lucas do Rio Verde e Sinop, assim como em Pedra Preta.

No Maranhão, a manifestação é registrada em Balsas e Riachão. A região tem forte produção de grãos. Não há informação sobre ocorrências.

No Paraná, os caminhoneiros se manifestam em Jardim Alegre, Paranavaí, Marialva e Londrina. A principal rodovia afetada é a BR-376. Um dos líderes no estado é o empresário Caio Maciel, proprietário da empresa Concrevali.



No Mato Grosso do Sul, pelo menos 15 trechos foram bloqueados nesta tarde, mas desta vez por manifestações de indígenas contra o marco temporal. A mídia local publicou que a Polícia Militar Rodoviária Estadual identificou outras cinco rodovias estaduais na região de Dourados e Amambaí também tiveram protesto.

Há uma semana, numa sondagem da AS Varejo, os varejistas se mostraram preocupados com a paralisação dos caminhoneiros. A pesquisa foi realizada com 60 executivos do varejo e 46,3% estimam que a greve deve durar de um a dois dias, 36,6% acham que vai de três a quatro dias, e 17,1% avaliam que a paralisação pode durar mais de cinco dias.