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Jogadores criticam Copa América, mas não falam em crise política

Os jogadores não criticaram o governo brasileiro ou a CBF, mas apenas a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol)
CBF sede
A CBF vive também uma crise política interna e também por aceitar interferência política externa/Arquivo/Divulgação

Os jogadores da seleção brasileira divulgaram na noite desta terça-feira (08) um aguardado manifesto contra a realização da Copa América no Brasil, a poucos dias da data marcada para o início do torneio. No jogo com o Paraguai pela classificação para a Copa do Mundo no Catar, a seleção venceu por 2 a 0 quebrando um jejum de vitórias naquele país que se estendia por 35 anos.

O breve texto, publicado em redes sociais logo após a vitória sobre o Paraguai pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, cita razões “de cunho profissional” e “humanitárias”, mas não menciona diretamente a pandemia de Covid-19.

O presidente Jair Bolsonaro diz ter colocado o país à disposição da Conmebol após um pedido da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) no fim de maio, depois da desistência da Argentina e da Colômbia em meio a preocupações com a Covid-19. A decisão de sediar o evento foi criticada por epidemiologistas e políticos e gerou mal-estar entre os próprios jogadores brasileiros.

No entanto, os jogadores não criticaram o governo brasileiro ou a CBF, mas apenas a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), organizadora do torneio. O texto também não menciona a crise na CBF em torno do afastamento do presidente da entidade por denúncias de assédio sexual.

“Somos um grupo coeso, porém com ideias distintas. Por diversas razões, sejam elas humanitárias ou de cunho profissional, estamos insatisfeitos com a condução da Copa América pela Conmebol, fosse ela sediada tardiamente no Chile ou mesmo no Brasil”, diz o texto.

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