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Pandemia também afetou banco de leite humano no DF e estados

O Brasil possui a maior e mais complexa rede de bancos de leite humano do mundo, mas faltam doadoras
Aleitamento materno
A amamentação além de ser um ato de amor, é benéfico para a saúde da mamãe e do bebê/Arquivo/MS

Texto de Bruno Bochini

Levantamento realizado pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) mostra que a pandemia de Covid-19 causou queda no abastecimento dos bancos de leite humano em 20 estados e no Distrito Federal.

Segundo a entidade, desde o início da pandemia, em março de 2020, observou-se uma queda considerável nos estoques de bancos de leite em todo o país. A Febrasgo destaca que o pior caso ocorreu no Rio Grande do Norte, que chegou a ter o seu estoque zerado.

“É fundamental ressaltar a importância da doação de leite e a procura do banco de leite por parte das mães que estão com dificuldade de amamentar. A manutenção de bebê saudável diminui o risco de complicações e comorbidades”, ressaltou a presidente da Comissão Nacional Especializada em Aleitamento Materno da Febrasgo, a médica Silva Piza Ferreira Jorge.

Os benefícios da doação de leite não se restringem apenas aos bebês. As doadoras também são impactadas pelo ato de doar. “As mamas completam seu desenvolvimento com os processos fisiológicos que envolvem a amamentação. Esse ciclo é muito importante favorecendo a prevenção de doenças mamárias e o câncer de mama”, acrescentou Silva.

O Brasil possui a maior e mais complexa rede de bancos de leite humano do mundo. Segundo a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH), o país dispõe de 224 bancos e 216 pontos de coleta, que podem ser encontrados aqui.

(Bruno Bochini trabalha na EBC)

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