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A África do Sul fica logo ali, do outro lado

Apesar de nossas raízes africanas, pouco conhecemos sobre o continente e seus países. Podemos começar pelos filmes
Filme Eu sou todas as meninas
Eu sou todas as meninas é um filme de suspense que aborda o tráfico humano de crianças/Arquivo/Divulgação

Texto de Gilmar Corrêa

O continente africano fica do “outro lado” do nosso litoral. Lá estão 54 países divididos em cinco regiões. Assim como no Brasil, há muita diversidade e, diferente do nosso país, existem costumes e línguas bastante diversos dentro do mesmo território.

Além do nosso passado cultural, o Brasil tem em comum a língua portuguesa falada em seis países. Interessante que parte dessas nações fica nas margens do Atlântico e outra é banhada pelo Oceano Índico.

O continente africano, portanto, não é uma massa que se pode juntar num mesmo recipiente. O que se pode dizer, a grosso modo, é que lá há um terreno fértil para a riqueza, a miséria e as injustiças.

E essas questões começam a ser mais conhecidas pelo cinema. Já falamos aqui de “Adú”, um filme sensacional que mostra o drama da migração dos africanos para a Europa.

Hoje, vamos falar um pouco de “Eu sou todas as meninas”. Assisti pela plataforma da Netflix, e posso garantir que não houve arrependimentos. O suspense sul-africano ataca uma questão também social.

Milhares de pessoas (especialmente crianças, meninos e meninas) são vendidas a partir do continente africano, como da África do Sul, para diversas partes do mundo, incluindo a Europa e Ásia.

Tudo isso está registrado no Relatório Global sobre Tráfico de Pessoas, publicado pelo escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc).

O filme é mais uma denúncia contra uma situação que parece não ter fim. A escravidão persiste e, apesar dos novos tempos, está impregnado no cotidiano. E, pelo que se observa, tão cedo não vai acabar. Há muita política, dinheiro e poder envolvidos. É nessa linha que o filme trabalha com a personagem da atriz Masasa Mbangeni.

O drama tem um acabamento muito bem feito. Percebe-se, portanto, que há vida inteligente na Sétima Arte além de Hollywood ou das produções francesas.

O chamado Terceiro Mundo tem ótimas produções como na Índia, na Coreia do Sul e na África do Sul. Esse país, na extremidade sul do continente africano, também sobe nesse ranking.

Se você não tem dinheiro para viajar para a África do Sul, algo em torno de R$ 10 mil com tudo pago por dez dias, a dica é conhecer o país de Nelson Mandela pelos filmes. E aqui vai mais uma dica. Comece pelo “Distrito 9”, outro suspense com ficção científica.

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