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Mulheres usam pouco o carro e no transporte sofrem assédio

Pesquisa diz que 40% das mulheres vivem em residência com somente um carro e que em 55% das oportunidades, o homem fica com o veículo
trânsito Brasília
A questão da mobilidade deve ser revista, diz consultora Diversidade e Inclusão/Arquivo

Estudo indica que 40% das mulheres vivem em residência com somente um carro e que em 55% das oportunidades, o homem fica com o veículo. Além disso, 68% dos homens que ficam com o automóvel único possuem relações conjugais, enquanto 32% são familiares. Os índices foram obtidos numa pesquisa online com 203 mulheres brasileiras pela Younder, em parceria com o Instituto Mobih.

Por utilizarem menos o carro próprio, as mulheres são mais ativas na utilização de aplicativos de transporte. Segundo levantamento feito pela Consultoria BCG no último ano, 60% das mulheres utilizaram aplicativos ao menos uma vez por semana. No entanto, seja no transporte público, por aplicativo ou em táxis, a privacidade não é respeitada.

Das brasileiras com mais de 18 anos, 97% afirmaram que já passaram por situações de assédio sexual no transporte público, por aplicativo ou em táxis. Os dados são dos Institutos Patrícia Galvão e Locomotiva e apontam que 71% das mulheres conhece alguma mulher que já sofreu assédio em espaço público.

“A mobilidade feminina deve ser pensada urgentemente como questão de ordem pública e, também, de responsabilidade privada. Quando analisamos a estrutura da sociedade é fácil perceber que ela não foi pensada para todos os agentes que a compõem. Desde 2016, decidi não utilizar automóvel e passei a usar transporte público e aplicativos, por isso posso listar sem medo as inúmeras questões que me atravessam antes de virar a chave do meu apartamento antes de sair para os meus compromissos”, explica a consultora, treinadora e palestrante em Diversidade e Inclusão, Ana Bavon.

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