NEWSLETTER

Inscreva-se em nossa newsletter.

Preço e segurança são os principais problemas no transporte público

O relatório final do projeto apontou os principais problemas identificados pelos usuários no Distrito Federal
Motorista usa máscara de proteção DF
Pesquisa que durou um ano mostra as preocupações do usuário de ônibus no DF/Arquivo/Marcelo Casal Júnior/Agência Brasil

Foi concluído o documentário “Como anda meu ônibus”, criado há um ano a partir do projeto que ouviu usuários do transporte coletivo rodoviário com a participação do Ministério Público do Distrito Federal, do Instituto de Fiscalização e Controle (IFC) e voluntários. O projeto envolveu 2.960 participantes que avaliaram o transporte coletivo rodoviário e fizeram sugestões para sua melhoria.

O relatório final do projeto apontou os principais problemas identificados pelos usuários. Entre as principais intervenções recomendadas com base na percepção de passageiros e rodoviários estão: atualização constante das informações da plataforma DF no Ponto (linhas, horários, localização por GPS); apresentação de estudo sobre a necessidade do aumento da frota; priorização das políticas de transporte coletivo; incentivo à mobilidade ativa; revisão e atualização do Plano Diretor de Transporte Urbano, segundo informou a Divisão de Jornalismo do Ministério Público.

O preço da passagem é o segundo item com pior avaliação: “ruim” e “péssimo” somam 74% das respostas. Quando a análise se concentra nos respondentes que recebem até um salário mínimo, esse valor sobe para 79,12%.

Outra preocupação dos passageiros é a segurança. “Péssimo” foi a resposta mais frequente nas questões sobre segurança no trajeto até a parada (37,57%) e dentro dos veículos (29,8%). No item sobre segurança contra assédio sexual e moral nos ônibus, a avaliação que mais recebeu respostas foi “regular” (30%). O único item com avaliação positiva nesse tema foi a sensação de segurança quanto à forma de dirigir dos motoristas: a maioria respondeu “regular” (39,46%) e “bom” (28,95%).

“Sempre quisemos trabalhar com controle social, incentivando a população a fiscalizar os serviços públicos. O projeto tornou esse desejo realidade”, observa a promotora de Justiça Lenna Daher. A primeira coordenadora executiva do “Como anda meu ônibus”, Marjorie Lynn, do IFC, disse que aceitou o desafio “porque acredito no método. A auditoria cívica é um dos caminhos mais promissores para melhorar a qualidade das políticas públicas no Brasil”, afirmou.

Mais noticias

Slider