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Biden prega a união na sua posse como presidente dos EUA

No seu discurso, o democrata disse que a democracia é preciosa, que a democracia é frágil, e esta é a hora em que a democracia prevaleceu
Joe biden juramento
Joe Biden presta juramento na posse como presidente dos Estados Unidos/Reprodução/DW

O democrata Joe Biden assumiu nesta quarta-feira (20) a presidência dos Estados Unidos. Ele foi empossado como 46º presidente americano numa cerimônia realizada em frente ao Capitólio, em Washington. Kamala Harris também foi oficializada como a 49º vice-presidente do país, a primeira mulher e a primeira pessoa de ascendência negra e indiana no cargo.

O democrata de 78 anos assume o governo num momento crítico para os EUA. O país passa por uma combinação sem precedentes de crise sanitária e econômica por causa da pandemia. Os EUA são o país que registraram mais mortes no mundo associadas à covid-19. O número ultrapassou a marca de 400 mil na terça-feira.

O democrata prestou o juramento de posse perante o presidente da Suprema Corte dos EUA, John Roberts, colocando a mão em um enorme exemplar da Bíblia que está na família Biden há mais de um século.

“Aprendemos novamente que a democracia é preciosa, que a democracia é frágil, e esta é a hora em que a democracia prevaleceu”, disse Biden em seu discurso. Ele relembrou a violenta invasão do Capitólio há duas semanas por uma turba de partidários do seu antecessor, Donald Trump. “Hoje celebramos a vitória não de um candidato, mas de uma causa: a democracia.”

Ao longo de seu discurso, Biden reforçou pedidos para que os americanos deixem as divisões de lado, após uma eleição dramática e caos político estimulado por seu antecessor.  “Falar sobre união parece bobagem. Mas sem unidade não há paz, apenas amargura e fúria”, disse. “Política não tem que ser incêndio que destrói tudo a sua frente, tanta discórdia não precisa levar a guerras. Precisamos rejeitar a cultura onde fatos são manipulados e inventados. Caros americanos, temos de ser diferentes. Os EUA têm de ser melhor do que isso. E creio que EUA são muito melhor do que isso.”

“Precisamos de união para lutar contra os inimigos que enfrentamos. Raiva, ressentimento e ódio, extremismo, ilegalidade, violência, doença, desemprego e desesperança. Com unidade podemos fazer grandes coisas, coisas importantes, e consertar erros”.”, acrescentou. “Lutarei tanto pelos que não me apoiaram quanto pelos que me apoiaram”.

Biden também fez uma alusão às mentiras disseminadas nos últimos meses para minar a confiança no processo eleitoral americano, que provocaram uma das piores crises políticas no país em décadas. “Nas últimas semanas e meses, aprendemos uma lição dolorosa. Existe a verdade e existem as mentiras. Mentiras contadas em busca do poder e lucro. E cada um de nós tem o dever e a responsabilidade de defender a verdade e derrotar o mentiras.”

Biden ainda mencionou que pretende colocar os EUA novamente no caminho do multilateralismo, após quatro anos de política isolacionista. “Vamos restaurar nossas alianças e nos reunir com o mundo novamente, não para enfrentar os desafios de ontem, mas os de hoje e de amanhã”, disse o presidente. Ao final do seu discurso, o presidente ainda pediu um minuto de silêncio em memória dos americanos que morreram ao longo da pandemia.

Biden é de longe o candidato mais velho a tomar posse como presidente dos EUA. Católico de uma família de classe trabalhadora, Joseph Robinette “Joe” Biden Jr. tem uma carreira política que se entende por mais de meio século. Ele passou a disputar cargos em 1969, montando sua base eleitoral em Delaware. Entrou para o Senado em 1973, aos 30 anos, e até hoje detém o recorde de terceiro senador mais jovem da história dos EUA no século 20. (Da DW)

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