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Suspeito do ciberataque ao TSE é preso em Portugal

Ele faz parte de um grupo internacional de hackers, chamado Cyberteam, inspirado no movimento de hacktivismo Anonymous
TSE sede
TSE sofreu ataques a poucos dias das eleições do primeiro turno/Arquivo/Divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou neste sábado (28) uma operação contra o grupo suspeito de ter realizado um ataque hacker aos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o primeiro turno das eleições municipais, em 15 de novembro. Um cidadão português suspeito de ser o líder do grupo foi preso em Portugal, com apoio da Polícia Judiciária Portuguesa.

Além da prisão, foi cumprido ainda um mandado de busca e apreensão no país europeu. Já no Brasil estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão e três medidas cautelares de proibição de contato entre investigados, no estados de São Paulo e Minas Gerais. Segundo a investigação da PF, um grupo de hackers brasileiros e portugueses foi responsável pelos ataques ao TSE. Dados de servidores públicos foram divulgados, e houve tentativas de causar instabilidade nos sites do tribunal e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

A Polícia Federal investiga o acesso ilegal dos hackers aos dados internos divulgados há quase duas semanas, além de outras atividades criminosas associadas ao grupo. Os crimes apurados no inquérito são os de invasão de dispositivo informático e de associação criminosa, ambos previstos no Código Penal, além de outros previstos no Código Eleitoral e na Lei das Eleições.

Segundo a PF, não foram identificados quaisquer elementos que possam ter prejudicado a apuração, a segurança ou a integridade dos resultados da votação. O presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, já havia declarado que o ataque não teve relevância no processo eleitoral, mas o incidente acabou gerando alarme no país e foi usado pela extrema direita para questionar a legitimidade do sistema de votação.

O jornal português Diário de Notícias apontou que o suposto líder do grupo, preso neste sábado no país europeu, tem 19 anos e é conhecido como Zambrius. O jovem é também suspeito de ter sido o autor do ataque ao Ministério da Defesa português em agosto.

Ainda segundo o diário, ele faz parte de um grupo internacional de hackers, chamado Cyberteam, inspirado no movimento de hacktivismo Anonymous, que promove ataques hackers com motivação ideológica, em forma de protesto. O Cyberteam assumiu a autoria do ataque ao TSE.

Esta é a terceira vez em que Zambrius é preso, afirma o jornal português. Na primeira vez ele tinha apenas 16 anos, por envolvimento com um grupo de hackers que atacaram várias estruturas do Estado, entre elas a Procuradoria-Geral da República.

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