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Justiça aceita mais quatro denúncias no caso da bilhetagem eletrônica

O grupo descarregava os créditos de cartões vale-transporte nos validadores de ônibus administrados pela antiga DFTrans
Motorista usa máscara de proteção DF
As linhas serão reforçadas para os 257 locais de provas/Arquivo/Marcelo Casal Júnior/Agência Brasil

A Justiça do Distrito Federal aceitou mais quatro denúncias oferecidas pela Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep) contra envolvidos em fraudes no sistema de bilhetagem automática (SBA) do extinto Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans). Mais 38 pessoas foram denunciadas por associação criminosa e estelionato contra a administração pública, fatos apurados na Operação Trickster. O Ministério Público também obteve decisão favorável para o sequestro de mais de R$ 71 milhões pelos danos causados ao erário. Atualmente, o sistema de bilhetagem é controlado pelo Banco de Brasília.

Os denunciados faziam parte de cinco grandes cooperativas de transporte: Cooperbras, Cootransp, Transport, Cooperride e Coopertop. Eles simularam milhares de viagens, provocando a inserção de dados falsos no sistema informatizado e no banco de dados do SBA administrado pela antiga DFTrans, obtendo vantagens econômicas indevidas em prejuízo do Distrito Federal. Na denúncia, a Prodep pede a condenação dos 38 réus e a reparação mínima pelos danos causados ao erário.

Na mesma data em que ajuizou as quatro ações penais, a Prodep também entrou com ações na 1ª Vara Criminal de Brasília para a decretação do sequestro e indisponibilidade de bens. A Justiça deferiu os pedidos, que implicam a perda dos valores ilicitamente obtidos como forma de garantir o ressarcimento do prejuízo ao erário.

Para cometer os crimes, os réus adquiriram de terceiros cartões vale-transporte, estudante e especial por valores inferiores àqueles carregados nas memórias. Eles então acionavam os validadores de viagem para simular o transporte de passageiros, gerando créditos por serviços que nunca prestaram. O esquema funcionava desde 2014, segundo as investigações. O grupo descarregava os créditos de cartões vale-transporte nos validadores de ônibus de forma sequencial e em linhas distintas. (Da Divisão de Jornalismo do MPDF)

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