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Bolsonaro vai ao Amapá 14 dias depois do início da crise do apagão

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que o restabelecimento completo da energia no Amapá acontecerá na próxima quinta-feira
Amapá ministro de Minas e energia Bento Albuquerque
Ministro Bento Albuquerque (centro) prometeu restabeleceu a energia em uma semana/Arquivo/Diário/AP

Depois de 16 dias de apagão no Amapá, o presidente Jair Bolsonaro confirmou ontem (19) que fará uma visita ao Estado amanhã, depois de ser chamado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), informou o Palácio do Planalto. Em reunião entre Bolsonaro, Alcolumbre e a equipe econômica ficou acertado que o governo tentará fechar uma proposta de ajuda às famílias atingidas pelo apagão na sexta-feira para que o presidente possa apresentar no dia da visita.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou na noite de ontem (19), durante entrevista coletiva no Palácio do Setentrião, em Macapá, que o restabelecimento completo da energia no Amapá acontecerá na próxima quinta-feira (26), quando o transformador da subestação Macapá inicia o processo de operação junto ao sistema nacional.

Uma decisão judicial determinou que o governo pague duas parcelas de R$ 600, dentro do auxílio emergencial, a famílias de baixa renda do Estado prejudicadas pela apagão, mas o governo decidiu recorrer.

Em ação pedindo a suspensão da sentença, a Advocacia Geral da União (AGU) alega que a decisão exigia a criação de um novo auxílio emergencial apenas para o Amapá e feria não apenas a separação funcional de Poderes, ao criar uma obrigação que a União teria de cumprir, como traz “grave lesão à ordem econômica” ao criar despesa não prevista no orçamento, informou a Reuters.

A equipe econômica estuda outras alternativas, como a declaração de estado de calamidade e a liberação de FGTS ou pagamento de parcelas de seguro-desemprego. De acordo com uma fonte ouvida pela Reuters não há ainda uma definição.

A decisão de Bolsonaro ir ao Amapá apenas depois de mais de duas semanas da crise no Estado veio depois da reunião com Alcolumbre em que o senador pediu ao presidente que visse pessoalmente a situação no Estado.

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