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Resultados no Rio, São Paulo, Fortaleza, Salvador e Belo Horizonte

As duas maiores cidades do país --São Paulo e Rio de Janeiro-- terão segundo turno em duas semanas, no dia 29 de novembro
Prefeito SP Bruno Covas
Covas foi reeleito para a prefeitura de São Paulo, a maior cidade da América Latina/Arquivo/Divulgação/PSDB

Os resultados das urnas que encerram o primeiro turno da eleição municipal são a conclusão da primeira etapa de um pleito marcado pela excepcionalidade desde seu adiamento em mais de um mês por causa da pandemia, até a apuração dos votos, muito mais lenta do que o histórico das eleições com urna eletrônica no Brasil por causa, segundo o TSE, de um problema técnico inesperado na totalização dos votos.

As duas maiores cidades do país —São Paulo e Rio de Janeiro— terão segundo turno em duas semanas, no dia 29 de novembro.

Na capital paulista, Guilherme Boulos (PSOL) venceu a disputa por uma vaga na rodada decisiva e duelará com o atual prefeito, Bruno Covas (PSDB). No Rio, o candidato à reeleição, Marcelo Crivella (Republicanos) também deixou os rivais para trás e conseguiu chegar ao segundo turno contra Eduardo Paes (DEM).

Embora ainda longe do final da apuração, os resultados parciais confirmavam as pesquisas de boca de urna que apontavam para segundo turno nessas duas capitais, assim como em Recife. Na capital Pernambucana, o duelo será familiar: João Campos (PSB), filho do ex-governador Eduardo Campos e bisneto de Miguel Arraes, e Marília Arraes (PT), neta de Miguel Arraes.

Em outra grande capital nordestina, Fortaleza, a apuração estava praticamente concluída e, no dia 29, José Sarto (PDT) enfrentará Capitão Wagner (Pros).

Em Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD) foi reeleito e, em Salvador, Bruno Reis (DEM) venceu já neste domingo.

As urnas fecharam no final da tarde e os eleitores passaram a aguardar os resultados. Mas, ao contrário do histórico das eleições brasileiras desde o advento da urna eletrônica, a divulgação dos números está sendo lenta. Em São Paulo, por exemplo, a apuração ficou por horas parada em 0,39% das seções eleitorais.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, disse que a lentidão foi consequência em uma falha técnica no processador de um computador que totaliza os votos. Ele descartou que o problema possa gerar questionamentos quanto à confiabilidade dos resultados das urnas.

“Houve um atraso na totalização dos resultados por força de um problema técnico que foi exatamente o seguinte: um dos núcleos de processadores do supercomputador que processa a totalização falhou e foi preciso repará-lo. Essa é a razão técnica pela qual houve o atraso”, disse Barroso em entrevista coletiva. “Eu lamento que tenha acontecido… foi um pequeno acidente de percurso, sem nenhuma vítima, salvo um atraso na divulgação final do resultado”, acrescentou pouco depois.

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