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Muçulmanos protestam em várias cidades contra o presidente da França

Os manifestantes exigiram um pedido de desculpas de Emmanuel Macron sobre o Islã e o apoio à liberdade de publicação de caricaturas do profeta Maomé
Emmanuel Macron e Brigitte Macron
Nos protestos os muçulmanos exigiram desculpas de Macron/Arquivo/Divulgação

Milhares de muçulmanos saíram às ruas em vários países em protestos contra a França e presidente francês, Emmanuel Macron, nesta sexta-feira (30). Os manifestantes mostraram indignação com os recentes comentários do político sobre o Islã e o apoio à liberdade de publicação de caricaturas do profeta Maomé.

Na capital de Bangladesh, Daca, onde foram convocados por vários partidos islâmicos, cerca de 20 mil manifestantes se reuniram contra as declarações de Macron após a oração de sexta-feira. Os manifestantes exigiram um pedido de desculpas do presidente francês e que o governo convoque o embaixador da França para dar explicações. Vários protestos também ocorreram em outras partes do país fora das mesquitas, nos quais os manifestantes, em sinal de repúdio, queimaram cartazes com o rosto de Macron.

As manifestações na capital do Paquistão, Islamabad, se tornaram violentas quando cerca de 2 mil manifestantes que tentavam se dirigir à embaixada francesa foram impedidos pela polícia, que utilizou gás lacrimogêneo. Vários foram presos nos confrontos e as autoridades tiveram de reforçar a segurança em torno da embaixada.

Os manifestantes realizaram ainda um enforcamento simbólico de uma imagem de Macron. Em Lahore, milhares que celebravam a data do Mawlid, o aniversário do profeta Maomé, tomaram às ruas e entoavam slogans contra a França. Na província de Punjab, um grupo queimou uma imagem de Macron e exigiu que o Paquistão rompa relações com o país europeu e boicote produtos franceses. (Da DW)

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