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Pandemia deixa 144 milhões sem escola na América Latina

Relatório do Unicef diz que essa situação deve agravar ainda mais as lacunas educacionais existentes no Brasil
Sala de aula DF
Governo distrital tem um prazo de 20 dias para apresentar um plano de retorno às aulas presenciais/Arquivo

Mais de 144 milhões de alunos na América Latina e no Caribe completaram cerca de 5 meses sem frequentar a escola como resultado das medidas de saúde pública tomadas pelos governos em face da pandemia Covid-19, de acordo com o relatório: Covid-19 e Educação primária e secundária: repercussões da crise e implicações para as políticas públicas para a América Latina e o Caribe.

A crise da saúde representou um choque triplo para crianças e adolescentes: o fechamento prolongado das escolas, o confinamento por medidas de confinamento e a perda da segurança econômica das casas.

Esse triplo choque repercute em curto e longo prazo que comprometem o desenvolvimento de toda uma geração. Embora os governos da região tenham implementado estratégias de educação a distância que buscam manter uma certa continuidade no aprendizado e bem-estar de crianças e adolescentes, essas soluções têm surgido de forma desigual e podem agravar ainda mais as lacunas educacionais existentes no Brasil, observa o relatório.

O Relatório do Unicef ​​indica que antes da pandemia, os países da região enfrentavam uma crise de aprendizagem que afetava principalmente os mais pobres.

Em alguns relatórios de organismos internacionais, afirma-se que boa parte dos egressos do ensino médio abandona os estudos sem saber ler corretamente e com pouca preparação para o ensino superior.

O relatório indica que, em média, 50,8% das crianças menores de 10 anos na ALC não possuem as habilidades de leitura necessárias para entender um texto simples. Esse índice de pobreza na aprendizagem varia entre os países, com valores inferiores a 36,8% no Chile e Costa Rica, mas superiores a 74,4% na República Dominicana, Honduras e Paraguai.

Além disso, ao olhar para o nível de aprendizagem dentro dos países, há diferenças marcantes no nível de aprendizagem de acordo com o nível socioeconômico ou local de residência dos alunos.

Por exemplo, os dados do PISA mostram consistentemente notas mais altas em matemática, leitura e ciências para os alunos em famílias pertencentes ao quintil socioeconômico mais alto em comparação com o quintil mais baixo.

O baixo nível de aprendizagem e as lacunas são evidentes desde os primeiros anos da pré-escola. Por exemplo, enquanto 83% das crianças entre 3 e 4 anos têm um nível adequado de desenvolvimento cognitivo, físico e emocional, 57% das crianças com nível inadequado de desenvolvimento vêm de famílias mais pobres.

Por outro lado, apenas 27% das crianças entre 3 e 4 anos possuem as habilidades básicas de prontidão numérica e alfabética. Este número, já baixo, esconde uma lacuna significativa: 30% nas áreas urbanas e 19% nas áreas rurais. (Do El Diario)

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