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Expectativa econômica melhora, mas desemprego deve piorar nos próximos meses

Tanto governo quando o mercado financeiro e os organismos internacionais concordam que 2021 será um ano de crescimento
Economia soldagem
Apesar do pessimismo, há uma esperança de que a economia vai melhorar/Arquivo

Texto de Vivaldo de Sousa

A recuperação da economia brasileira, impulsionada num primeiro momento pelo pagamento do auxílio emergencial, está gerando uma revisão nas estimativas de queda do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano. Agora, a expectativa é que o impacto da Covid-19 na economia será menor do que o inicialmente previsto. A projeção oficial do Ministério da Economia é uma queda de 4,7% para 2020.

Essa estimativa está próxima da queda de 5,03% estimada pelo mercado financeiro, conforme pesquisa divulgada na manhã desta terça-feira pelo Banco Central. O Fundo Monetário Internacional (FMI) também reduziu a estimativa de queda para 5,8% neste ano _antes estimava uma retração de 9,14%. Na semana passada, o Banco Mundial (Bird) alterou de 8% para 5,4% sua  previsão de queda da economia brasileira.

Tanto governo quando o mercado financeiro e os organismos internacionais concordam que 2021 será um ano de crescimento. Embora trabalhem com projeções diferentes, a expectativa é que a economia prossiga seu processo de recuperação nos próximos anos. Mas ainda há muita incerteza sobre a sustentabilidade desse crescimento porque ainda não há clareza sobre qual será a política econômica nos próximos dois anos.

Diante do aumento da popularidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), principalmente pelo pagamento do auxílio emergencial (prorrogado até dezembro), e das críticas internas à política liberal do ministro da Economia, Paulo Guedes, aumentam as dúvidas sobre o compromisso do governo com o ajuste fiscal. Por outro lado, Bolsonaro também não deixa claro que caminho pretender seguir.

Se o cenário é menos pessimista em relação ao PIB de 2020 e 2021, as expectativas em relação ao desemprego, que chegou a 13,8% no trimestre encerrado em julho, ainda estão bastante pessimistas. A expectativa é que esse número aumente nos próximos meses à medida em que mais pessoas passarem a procurar emprego. Ou seja, Bolsonaro começará seu terceiro ano de mandato com desemprego elevado.

Candidato declarado à reeleição, ele terá de enfrentar esse problema para tentar se manter na presidência da República por mais quatro anos a partir de 2023. Os próximos meses, até dezembro, serão fundamentais para saber como o governo vai retirar os estímulos econômicos adotados em função da pandemia da Covid-19. Tudo indica que isso terá de ser feito gradualmente ao longo de 2021. A conferir.

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