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Governo contesta relatório da França sobre desmatamento

Os problemas ambientais na região podem se agravar se o acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE) não sair
Desmatamento floresta amazônica fiscalização
Governo não consegue parar com o desmatamento que aumentou neste governo/Arquivo

O governo brasileiro contestou ontem (22), por meio de nota conjunta dos ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores, um relatório sobre desmatamento na Amazônia feito pela França e afirmou que os problemas ambientais na região podem se agravar se o acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE) não sair.

Vários países europeus estão condicionando a assinatura do acordo ao respeito à proteção ambiental por parte do Brasil, em especial da Amazônia e do Pantanal, diante de números que mostram uma elevação no desmatamento e nas queimadas desde o início do governo do presidente Jair Bolsonaro.

A nota foi divulgada pouco depois do discurso do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU, no qual ele acusou “instituições internacionais” de participarem de “uma das mais brutais campanhas de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal”, movidas por “interesses escusos”, sem nomear qualquer instituição.

“A não entrada em vigor do Acordo Mercosul-UE passaria mensagem negativa e estabeleceria claro desincentivo aos esforços do país para fortalecer ainda mais a sua legislação ambiental”, além de ter “implicações sociais e econômicas negativas, que poderiam agravar ainda mais os problemas ambientais da região”, afirmam os ministérios.

Assinado em junho de 2019, o acordo comercial entre a UE e o Mercosul necessita da ratificação de todos os países-membros para entrar em vigor. Três parlamentos na Europa (Áustria, Holanda e o da região da Valônia, na Bélgica) já anunciaram que não darão seu aval ao acordo na sua redação atual.

Outros países, como a Bélgica, a França, a Irlanda e Luxemburgo, mostraram-se reticentes. Em agosto, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, cujo Executivo foi um dos grandes promotores do acordo, manifestou “sérias dúvidas” sobre o pacto devido aos atuais números sobre o desmatamento e as queimadas.

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