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Assessor de Bolsonaro é suspeito de produção fake news no Facebook

TSE poderá usar as notícias falsas como provas contra a chapa de Bolsonaro-Mourão; Câmara tem pressa em votar o projeto das fake news
Jair Bolsonaro
Bolsonaro disse que está doente, mas mantém agenda de viagens/Arquivo

A investigação do Facebook que derrubou uma rede de páginas ligadas à produção de fake news levou as suspeitas para dentro do Palácio do Planalto, com um dos assessores da Presidência, Tercio Arnaud Tomaz, sendo apontado como um dos operadores das páginas suspensas, e pode aumentar a pressão nos processos que correm contra o presidente Jair Bolsonaro no TSE.

Autor de ação pela cassação da chapa Bolsonaro-Mourão pelo uso de notícias falsas ainda sendo analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral, o PT —cujo candidato Fernando Haddad foi derrotado no segundo turno por Bolsonaro— informou à Reuters que vai peticionar à corte até sexta-feira que requisite o relatório do Facebook para ser incluído no processo.

Segundo a assessoria do TSE, apenas o partido, como autor da ação, pode fazer essa requisição. O relatório preparado para o Facebook pelo Laboratório Forense Digital do Atlantic Council, mostra que Tercio —que trabalhou com as mídias digitais da campanha de Bolsonaro e hoje tem o cargo de assessor especial da Presidência— é o criador da página @bolsonaronewsss no Instagram, que também pertence ao Facebook.

Já a Câmara dos Deputados encara o polêmico projeto das fake news como pauta urgente, mas quer aprofundar o debate e a votação só ocorrerá após uma série de audiências, alterações no texto e negociações com os senadores, para facilitar o retorno à outra Casa do Congresso.

A discussão do tema, que vem se desenhando para ocorrer em três etapas —conversas com os atores envolvidos, construção de um texto de consenso entre deputados e articulação com o Senado— tem sido costurada entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e uma peça-chave no assunto, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP).

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