Imprensa intermacional

Extrema Imprensa

Outro dia entrei no site do jornal francês Le Figaro e li o seguinte título de reportagem: “Presidente de extrema direita do Brasil Bolsonaro…” Parei ali mesmo, surpresa ao perceber que eu sou apoiadora de um presidente classificado, pela imprensa internacional, de “extrema direita”. Eu mesma nunca me imaginei com uma etiqueta colada na testa na qual se lê: “extrema direita”: cuidado, nociva e perigosa.

Quando militava no PC do B, defensor incondicional do genocida Joséph Stálin, nunca fui classificada de “extrema esquerda” por nenhum jornal. Ao contrário, eu era uma jovem destemida, que lutava por democracia e por um mundo com menos desigualdade, ainda que milhões de pessoas tenham morrido de fome da União Soviética e o saldo total tenha sido de 30 milhões de mortos no regime comunista russo.

Quando militei numa corrente petista trotskista, anos depois, admirando o assassino Trotsky, o psicopata Marighella e o desertor Carlos Lamarca, sem falar no homem que se orgulhou de matar a sangue frio crianças, idosos e centenas de inocentes em Cuba, Che Guevara, nunca me disseram que eu era da extrema esquerda. A Rede Globo nunca falou que o PT era de extrema esquerda, mesmo quando reuniu toda a esquerda da América Latina, inclusive as FARC, para impulsionar a “luta pelo socialismo”.

Aliás, nunca ouvi esta expressão no Jornal Nacional. Nunca vi o William Bonner fazer aquela expressão facial milimetricamente estudada de desprezo ao falar do PSOL, da Rede, do MST. O MST, que saqueia, mata animais em fazendas, invade, incendeia e comete inúmeros crimes, jamais foi chamado de movimento de extrema esquerda.

Vemos todos os “Antifascistas” repetirem o passado dos “Black Blocs” no Brasil, como num disco furado, e novamente eles são saudados de “democratas”. Nem uma palavra da imprensa para chamá-los de “extremistas”. Ao contrário, há todo um contorcionismo retórico a fim de justificar seus atos criminosos porque eles estariam lutando contra a “extrema direita”. E o que faz a “extrema direita”? Manifesta-se pacificamente, luta na Justiça e legalmente pelo porte individual de arma de fogo, defende o direito à vida contra o aborto, defende valores cristãos, é contra a liberação das drogas e outros pontos que a “esquerda” e os “pró- democracia” defendem. Concluo que extrema só pode ser essa imprensa irresponsável e mentirosa.

A imprensa e a mídia em geral acreditam que ainda conseguem manipular o nome que se dá às coisas. Como se fossem Deus, rotulam pessoas e grupos com nomes de cargas semânticas negativas ou positivas como se isso fosse mudar a essência das coisas em si e a percepção que as pessoas têm delas. Os mesmos Black Blocs que mataram, a serviço do PSOL, hoje estão de volta, rebatizados de “Antifas”, a serviço do mesmo PSOL, do PT, do PC do B e de toda a esquerda extrema que a mídia tenta perfumar e disfarçar ao qualificar de “pró-democracia”.

Chegam a admitir que usam a violência, mas, o cúmulo da incoerência, fazem isso “em nome do amor”. Mas não é extremo que coloquem fogo em policiais? Não é extremo vandalizar, quebrar lojas, casas, carros? Não é extremo espancar pessoas? Pergunto aos partidos que defendem a “democracia”, ao PC do B, ao PT, ao PSOL, à Rede, ao PDT: que democracia defendem ao dizerem que regimes tirânicos e ditatoriais como o de Cuba e o da Coreia do Norte são exemplos? Isso não seria um exemplo de extrema contradição? Quem os classificaria de “extrema esquerda”?

O Grupo Globo, a Folha de São Paulo, a CNN, a Band? Alguém teria a coragem de dizer a verdade? Ou existem apenas a serviço desse sistema podre, que criminaliza a liberdade e nos impõe uma agenda que rejeitamos? Então, se somos contra o aborto e a imigração massiva e indiscriminada, somos de extrema direita? Quem tem coragem para dizer que a mesma esquerda que defende leis trabalhistas rigorosas no Brasil é a primeira a considerar a tirania chinesa que escraviza a mão de obra seus cidadãos um exemplo mundial de competência administrativa?

A única conclusão possível é esta: não acreditem na grande mídia. Ela é extrema, vendida e covarde. A extrema imprensa tem como único objetivo manipular. Não quer informar, não tem a intenção de esclarecer. Sonega informações, cria conceitos, inverte valores. Demitam a Rede Globo, a CNN, a Band. Não acreditem na Folha de São Paulo-UOL e mais alguns. Essa é a extrema imprensa, a serviço da extrema esquerda e sua agenda globalista.