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Deputados distritais jogam para a torcida

É um abuso o que os distritais votaram nesta semana, um exemplo como a péssima política provoca repulsa
Plenário da Câmara Legislativa DF
Plenário da Câmara Legislativa que aprovou o polêmico plano de saúde vitalício/Arquivo

O plano de saúde vitalício para ex-deputados distritais é apenas uma das inúmeras aberrações aprovadas pelo plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal. É voz corrente, por exemplo, que a maioria pouco se importa com matérias que afrontam a constitucionalidade e a legalidade.

Os distritais votam qualquer coisa. Não importa se mais tarde a propostas sejam questionadas e derrubadas na justiça. A máxima que vale para esses parlamentares é dar uma resposta ao seu eleitorado. Ou seja, jogar para torcida. Nessa maçaroca para se dar bem, pouco importa quem é da base ou da oposição.

É lamentável esse nível, mas é média do Parlamento do Distrito Federal. Chega-se ao absurdo de uma proposta passar por duas ou três comissões e ser votada no plenário num mesmo dia em questão de horas. São incontáveis os exemplos da péssima prática parlamentar. Vale a máxima do volume, não da qualidade.

No caso do plano de saúde para o resto da vida para ex-parlamentares e ex-servidores, não houve uma voz sequer contra essa aberração. Há pouco mais de um mês, foi retirado de pauta depois que a Imprensa mostrou esse absurdo. Houve reações e diante das críticas, o projeto ficou para uma outra oportunidade.

Voltou nesta semana na calada da noite. Não estava nem na Ordem do Dia, mas assim mesmo foi votado e aprovado por 16 deputados. Quando o fato caiu no domínio público com forte reação negativa, seis parlamentares resolveram reagir. Na votação, lavaram as mãos. No linguajar do Parlamento, se abstiveram da votação, embora estivessem no plenário virtual.

São os mesmos que agora pretendem anular a votação. E entraram com uma ação judicial para suspender a votação impopular num momento grave de pandemia do coronavírus.

O plano de saúde vitalício é um escárnio. A maioria da população sequer tem alguma assistência social e médica. Quem dispõe dessa cobertura, só tem direito com o pagamento em dia.

O exemplo do plano com o dinheiro do contribuinte é tão agressivo, que vale até para ex-deputados acusados de corrupção. É o caso do pai do presidente da Câmara Legislativa, Rafael Prudente (MDB). O seu pai, Leonardo Prudente, foi condenado por improbidade administrativa. Prudente é o mesmo do grupo da oração da propina, quando guardou dinheiro nas meias do sapato.

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