Mercado fecha estável, mas preocupação é grande com o coronavírus

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O Ibovespa fechou estável nesta quinta-feira (30) seguindo Wall Street após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar o novo coronavírus uma emergência internacional. Apesar do anúncio, a OMS não recomendou restrições de viagens à China e informou que o país tem a situação sob controle. Com isso, talvez o impacto econômico do vírus não seja tão forte quanto se imaginava.

A declaração de emergência global desencadeia uma série de recomendações a todos os países, destinadas a prevenir ou reduzir propagação transfronteiriça de doenças. Ela abrange recomendações para autoridades de saúde de todo o mundo que incluem intensificar medidas de monitoramento, prontidão e contenção. Dada a importância da relação a China, é possível um impacto direto para o PIB no Brasil e do Peru. Por enquanto não há motivos para pânico.

O dólar comercial subiu 0,95% a R$ 4,2576 na compra e a R$ 4,2589 na venda, atingindo sua máxima histórica. O dólar futuro para fevereiro tem alta de 0,48% a R$ 4,2515, de acordo com o Infomoney.

No mercado de juros, o DI para janeiro de 2022 subiu um ponto-base a 4,96%, o DI para janeiro de 2023 teve queda de um ponto-base a 5,49% e o DI para janeiro de 2025 perde um ponto-base a 6,19%.

Nesta quinta-feira, os Estados Unidos foram o quinto país a reportar um caso de transmissão de pessoa para pessoa fora da China. Especialistas afirmam que esse tipo de propagação fora do território chinês sugere o grande potencial do vírus para se espalhar ainda mais.

O surto de coronavírus, que se espalha rapidamente pela China e já chega a outros países, tem abalado os mercados globais, enquanto investidores e governantes avaliam os riscos que a doença representa para a economia mundial, segundo informou a DW.

Com o número de mortes chegando a 170 e mais casos sendo registrados a cada dia, as bolsas de valores dos maiores centros financeiros registram quedas consecutivas.

“Os mercados permanecerão altamente voláteis enquanto sentirem que têm apenas uma imagem incompleta do que está acontecendo e do que acontecerá a seguir”, afirma Agathe Demarais, diretora de previsões globais da empresa Economist Intelligence Unit.

A China, que é o epicentro do surto, é a segunda maior economia do mundo e tem um papel fundamental nas cadeias de suprimentos globais. Por isso, qualquer coisa que mexe com o país asiático tem potencial para afetar a economia mundial.

“A China é muito importante na economia global. E quando a economia chinesa desacelera, sentimos isso”, disse Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. Zhang Ming, economista da Academia Chinesa de Ciências Sociais, projetou que o surto pode reduzir o crescimento da China no primeiro trimestre em um ponto percentual, para 5% ou menos.

Os analistas já estão comparando o surto atual com a epidemia da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), também causada por um coronavírus e que matou cerca de 800 pessoas entre 2002 e 2003.

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