Continua impasse na frente da embaixada da Venezuela

embaixada da Venezuela Brasília
A embaixada da Venezuela em Brasília foi invadida nesta manhã/Rádio Nacional

Um grupo de venezuelanos ligados a Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino da Venezuela e reconhecido como chefe máximo do país vizinho pelo Brasil, ocupa desde a madrugada desta quarta-feira a embaixada do país em Brasília após terem tido, segundo eles, acesso liberado por servidores da representação, ato que abriu uma tensa disputa com diplomatas partidários do presidente venezuelano Nicolás Maduro que acusa o grupo de invasão do local.

A crise na embaixada brasileira —que não dá sinais de solução— começou às vésperas do início da reunião de cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, índia, China, África do Sul), com Brasília tomada por um alto grau

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que repudia a interferência de atores externos no conflito do país vizinho. “Estamos tomando as medidas necessárias para resguardar a ordem pública e evitar atos de violência, em conformidade com a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas”.

Mais cedo, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) se manifestou sobre o caso e informou, por meio de nota, que “o presidente da República jamais tomou conhecimento e, muito menos, incentivou a invasão da Embaixada da Venezuela, por partidários do Sr. Juan Guaidó”.

De acordo com informações passadas pela assessoria de María Teresa Belandria, a embaixadora de Guaidó no Brasil, funcionários da embaixada liberaram a entrada do ministro-conselheiro do governo interino, Tomás Silva. Ao ingressar no local, ele e outros membros do grupo de apoio a Guaidó encontraram venezuelanos que moram na representação diplomática.

Conforme informações levantadas pelo Itamaraty, ao saber da entrada do grupo de Guaidó, representantes de Maduro que ainda estão no Brasil —entre eles o encarregado de negócios e o adido militar— foram até o local para tentar retirá-los, e a situação ficou tensa.

Do lado de fora, segundo a reportagem, houve três momentos de tumulto entre simpatizantes de Guaidó e de Maduro. Em um dos casos, uma pessoa que seria partidária de Maduro foi detida pela Polícia Militar após uma troca de socos. Ainda há manifestantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) —pró-Maduro— e também de pessoas pró-Guaidó nas imediações do local, onde foi feito um cordão de isolamento para impedir que mais pessoas entrem na representação diplomática.

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