Fiscal do Ibama diz que a “ordem era para meter bala”

O fiscal ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na Amazônia, Francisco Chagas Matias, 59 anos, vivenciou horas de terror em Humaitá, no sul do Amazonas. Garimpeiros atearam fogo nas sedes do Ibama, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na última sexta-feira (27).

Matias disse que no ápice do conflito, quando os prédios eram tomados pelo fogo, foi “convocado” por um capitão-tenente (que não teve o nome divulgado pela Marinha). Com arma em punho ajudou a impedir que a agência fluvial da Capitania dos Portos fosse atacada. Lá estavam os fiscais do Ibama e do ICMBio, refugiados (21 pessoas), e os familiares dos militares.

“Eles iam entrar. Iam entrar na área militar e não ia prestar”, disse Matias. A função dele era proteger um muro da agência. A ordem estava clara: caso alguém quisesse pular “era pra meter bala”, contou.

Após proteger seus colegas e as famílias dos militares e saírem todos vivos do ataque dos garimpeiros, Matias atribuiu o feito à ajuda divina. “Você só sabe que tem Deus na vida. A defesa de você é Deus e graças a Ele estou aqui.  Entre mortos e feridos estamos todos aqui”, relata a agência Amazônia Real.

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