Moro diz que não é hora de fingir ou de se acovardar

No artigo “O legado”, o juiz Sérgio Fernando Moro registra hoje a atuação do ministro Teori Zavascki nos casos da Lava Jato. Morto no dia 19 de janeiro último, o ministro do Supremo Tribunal Federal foi relator do maior caso de corrupção da História do Brasil, trabalho mais tarde assumido pelo ministro Edson Fachin.

No texto publicado no sítio eletrônico da Gazeta do Povo, Moro afirma que “espera-se que, nesses momentos difíceis e turbulentos, o legado do ministro Teori Zavascki não seja esquecido. Precisa-se, mais do que tudo, dos bons exemplos”.

Segundo, o juiz federal, Fachin de forma semelhante ao antecessor, vem-se destacando pelo atuar sereno, firme e, principalmente, com a independência daqueles que não julgam a corrupção com cores partidárias.

“Os problemas não se resolvem se fingirmos que eles não existem. Abdicar do enfrentamento da corrupção neste momento apenas propiciará que ela volte mais forte, comprometendo o potencial de desenvolvimento do Brasil. A passagem de um modelo de impunidade para um modelo de responsabilidade não se fará sem turbulências. Não há, porém, saída honrada salvo ir em frente. Agora, para além dos processos judiciais, são necessárias reformas mais gerais que diminuam oportunidades de corrupção e que elevem a transparência.”

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